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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021

Sobre o autor

Leonardo Vizeu

Leonardo Vizeu

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Aquele que tem inteligência, calcule o número da besta; porque é o número de homem. O seu número é seiscentos e sessenta e seis

Conforme descrito no Novo Testamento da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo, o apóstolo João Evangelista estava na pequena ilha grega de Patmos, quando foi arrebatado em espírito e teve a psicoprécognição descrita no Livro de Apocalipse¹. Por meio de uma linguagem altamente metafórica e totalmente profética, João interpretou tempos futuros, descrevendo o que lhe era revelado, dentro das limitações temporais, culturais e intelectuais de um homem da Idade Antiga. Diversos autores já se debruçaram sobre as metáforas apocalípticas, produzindo textos ricos, que vão desde a escatologia até a profunda hermenêutica teológica. Costuma-se aplicar quatro correntes hermenêuticas teológicas em relação aos textos apocalípticos.

Na corrente amilenista, interpreta-se o Livro do Apocalipse de forma não-literal e mais metafórica, não havendo, assim, a marcação temporal de mil anos para a volta de Cristo. Para os adeptos da corrente pré-milenista, Cristo voltaria em exatos mil anos e aconteceria o Juízo Final. A corrente simbólica defende que os textos apocalípticos se referem ao sofrimento e às perseguições que os cristãos experimentaram, simbolizando o martírio da fé.

Por fim, a corrente profética defende, literalmente, o fim do mundo como conhecemos por meio do Juízo Final. Para os adeptos da doutrina dos espíritos, não se trata de uma obra determinista, relativa ao fim do mundo. Ao contrário da visão cristã tradicional, a visão espírita nos dá uma hermenêutica mais otimista, desconstituindo o medo e a paúra que cercam as visões proféticas do apóstolo João Evangelista.

Em que pese os textos apocalípticos serem ricos de figuras e entidades maléficas, tais como Satanás, o Dragão, a Besta, o Falso Profeta e o Anticristo, estes podem ser interpretados como acontecimentos históricos que expõem as chagas da humanidade, ao longo de sua evolução. Na hermenêutica teológica espírita, o objetivo do Apocalipse era, à época, dar um consolo aos cristãos perseguidos e martirizados, fornecendo conforto, além de renovar a fé testificada em Cristo.

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