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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2021

Sobre o autor

Leonardo Vizeu

Leonardo Vizeu

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Seria o Cristo um revolucionário ou um conservador? Teria Jesus uma postura política? Seria o Messias de esquerda ou de direita?

Em tempos de polarização de debates, em que os interlocutores olvidam dos valores que devem norteá-lo, a saber, respeito, autocrítica, tolerância e dialética, diversos movimentos e segmentos, dos mais variados espectros ideológicos, tentam se apropriar da figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, para utilizar sua persona em suas cruzadas individualistas. Inicialmente, há que se ter em mente que o Cristo foi o primeiro pensador a separar Estado de religião, quando, ao ser tentado, instituiu o modelo laico estatal, conforme consta no Evangelho de Mateus, capítulos XXII, versos 15 a 22: “Daí a César o que é de César, daí a Deus o que é de Deus”, igualmente presente nos demais Evangelhos do Novo Testamento.

Visto isso, mister se faz classificar, dentro da Ciência Teológica, os diversos segmentos religiosos que reconhecem o caráter sacro do Cristo. Em sentido lato, pode-se classificar grande parte das religiões cristãs como abraamicas, que se tratam das doutrinas religiosas que derivam de Abraão e seus descendentes. Caracterizam-se por adotarem dogmas, como princípios incontestáveis, e por seu aspecto determinista no que se refere ao pós-vida.

Assim, para se alcançar a salvação e um lugar no paraíso, necessário se faz viver isento de pecados, confessando-se e arrependendo-se de eventuais falhas cometidas ao longo da vida, bem como converter-se à respectiva fé. Portanto, os seguidores das religiões abraamicas, que tem como princípio canônico: “fora de minha fé, não há salvação”, tendem a classificar a persona de Jesus Cristo como uma figura conservadora.

Por sua vez, ainda dentro das Ciências Teológicas, há os segmentos religiosos classificados como dármicos, que se baseiam no alcance da felicidade ou perfeição, por meio da depuração individual do ser, através do autoconhecimento e de sua reforma íntima.

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