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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2021

Sobre o autor

Leonardo Vizeu

Leonardo Vizeu

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Uma das mais ricas parábolas do Evangelho encontra-se registrada em Mateus capítulo 20, versos 1 a 16. Trata-se da parábola dos trabalhadores de última hora ou dos trabalhadores da vinha. Cristo expõe a seus apóstolos uma singela história sobre um Senhor, dono de uma vinicultura, que contrata, ao longo de um dia e em horários diferentes, diversos trabalhadores avulsos para laborarem, combinando pagar, a todos, o mesmo salário.

Ao término do dia, reúne todos os contratados, sejam da primeira hora, das horas intermediárias, bem como da hora final, e paga a todos o salário combinado, qual seja o mesmo valor para todos. Diante do pagamento efetuado, o Dono da vinha foi questionado pelos trabalhadores da primeira hora e lhes dá a seguinte resposta: “Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 20:13-16).

Aos olhos meramente do materialismo, poder-se-ia interpretar uma injustiça, relativamente à quantidade de horas efetivamente trabalhadas e a remuneração paga. Porém, o Cristo não estava tratando de uma mera relação de trabalho, mas do despertar do homem para o bem e para sua jornada evolutiva, valendo-se de uma figura de linguagem que valoriza o Trabalho, como Lei de Deus, perfeita e imutável. Inicialmente, temos que entender as personagens e figuras utilizadas pelo Cristo na parábola: O Dono da vinha representa Deus; a vinha representa o universo em si, isto é, todo local em que podemos ser úteis; os trabalhadores são todos os seres inteligentes da criação, feitos simples e ignorante para a felicidade (perfeição); o convite ao trabalho pelo Dono da vinha se trata do despertar do indivíduo para sua reforma íntima; as horas do dia representam qualquer período de tempo necessário para nos depurarmos e marcharmos rumo a perfeição; o trabalho na vinha se trata do processo evolutivo em si, no qual temos que usar o tempo de forma útil, promovendo o bem para nós próprios e para o próximo.

Assim, a parábola se vale de uma rica exemplificação para demonstrar como Deus é soberanamente justo e bom, além de ensinar que o trabalho é uma Lei Divina, necessária à evolução.

Todavia, por que, em uma primeira leitura, o Dono da vinha aparenta agir de forma injusta com os trabalhadores da primeira hora? A resposta é simples: em um mundo de provas e expiações o trabalho não é visto como uma benção, mas como um fardo. Isto porque uma das características de inferioridade moral do espírito é a predileção pelo ócio e o repúdio ao trabalho. Mas, o que é o trabalho? A resposta do Espírito de Verdade é simples, porém sábia: “675. Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho. ” Observe-se que, Deus, todos os dias, deposita 24 horas de crédito em nossas vidas.

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