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Antes do final do século 18, os casais não recebiam da ciência a ajuda necessária para a resolução do problema da infertilidade. Por meio da Reprodução Assistida In Vivo, um médico inglês, Dr. John Hunter, obteve os primeiros resultados, embora de forma não satisfatória, gerando baixo índice de sucesso. Muitos comentários conflitantes surgiram haja vista fosse essa a primeira vez em que se dava a fecundação humana, sem o ato sexual em si, o que, de forma alguma, poderia ser, em tempo anterior, sequer aventada. Se alguém, a essa época, sugerisse tal possibilidade, seria rotulado, certamente, como lunático ou possuído pelo demônio.

A inseminação assistida in vivo consiste na injeção de espermatozoides móveis capacitados (aptos a fertilizar, pós-tratamento do sêmen em laboratório), no órgão uterino após a indução da ovulação. Em casos de insucesso desse procedimento, de impedimentos anatômicos na mulher ou de problemas na produção de óvulos ou espermatozoides, pode-se recorrer, graças aos avanços da Biotecnologia, à fertilização in vitro, na qual a inseminação ocorre em laboratório, com o uso dos gametas previamente colhidos do casal para a formação do embrião, sendo este posteriormente implantado no interior do útero da mulher infértil.

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