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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2021

Sobre o autor

Lúcia Moysés

Lúcia Moysés


"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." Emmanuel
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A fotografia estampada na tela do celular faz-me refletir sobre a importância da família. Tirada no estádio de futebol onde o time do coração daqueles torcedores acabara de obter uma importante conquista, ela revela muito mais do que um instante de intensa alegria. Mostra um pai enlaçando e sendo enlaçado por sua menina e seu garoto mais velho. Aquele braço espichado, com que ele, ainda pequeno, tenta alcançar o ombro paterno, me chama a atenção. É o seu ídolo que ali está.

Repetindo o gesto aprendido com seu próprio pai, Eduardo divide com os filhos seus momentos de prazer e alegria. Campeão de natação, muito cedo apresentou-os às piscinas, vibrando com seus sucessos, tal como seu pai fizera quando ele era criança. Juntos, nas manhãs ensolaradas de domingo, está na praia, surfando com seus meninos. Entre risadas e palavras de incentivo, ensinou-lhes a mágica de correr sobre as ondas, em cima de uma prancha. Com zelo e muito carinho os educa, repassando os valores advindos da família.

Espírito bom e nobre, sua generosidade se revelou muito cedo, nos pequenos atos. Criança a brincar nos jardins do condomínio onde morava, juntava os frutinhos caídos dos fícus que se espalhavam sobre o chão, levando-os para um canto a fim de que ninguém os amassassem. A aflição invadia seu peito quando via outras crianças pisando nas formiguinhas que, seguindo sua trilha, passavam sob seus pés. Sofria ao vê-las pisoteadas pelos companheiros indiferentes.

Das muitas lembranças que guardo da sua infância, destaco uma que me é particularmente cara. A mãe precisara ser internada com complicações renais em uma clínica. O menino ficara, então, sob os cuidados da avó. Tendo o netinho ao seu lado, desejosa de fazer uma prece intercessória pela nora, ela abre o livro que trazia – O Evangelho segundo o Espiritismo – e dele cai uma foto do Dr. Bezerra de Menezes. Com a curiosidade natural, a criança pergunta quem é. Ela lhe explica, pintando-o com as cores amorosas de quem há muito aprendeu a confiar em Deus e no poder daquele amigo espiritual.

E a cena que se segue, sempre recontada pela avó, ficaria guardada na memória dos que a ouviram contar: contrita, a própria criança a ele dirige um apelo para que cuidasse da sua mãe, livrando-a daquele mal. À noite, ao retornar ao lar e encontrar a mãe refeita, dirigiu um olhar de cumplicidade à avó antes de correr para abraçar a mãezinha.

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