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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2021

Sobre o autor

Lúcia Moysés

Lúcia Moysés


"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." Emmanuel
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Andrea, de 6 anos, na escola era quem liderava brincadeiras inventando novas situações, sempre muito criativa e destemida. Hoje, depois de mais de um ano de pandemia, já não é mais a mesma criança. A ansiedade e o medo, tão presentes em sua mente, passaram a modificar seu comportamento. No início, ainda brincava com o irmão menor, tentando preencher o tempo que se dilatara. Depois, não mais. Tudo aquilo que tanto a interessava foi ficando em segundo plano.

A situação piorou depois que dois familiares contraíram a Covid 19, foram hospitalizados e somente se recuperaram após dois meses de internação. Muitas preces e preocupações marcaram aquele período na sua família. A presença do medo da morte se impôs a todos, mas, naquele núcleo, Andrea foi a mais atingida. A insegurança, o medo e, por vezes, até mesmo traços depressivos passaram a marcar sua personalidade.

Estudiosos do comportamento humano estão sendo unânimes em afirmar que, no momento pelo qual estamos passando, verifica-se um significativo aumento no número de crianças com manifestações de ansiedade e depressão.

A ansiedade, este estado psíquico de apreensão ou de medo, nasce da incerteza e se agrava quando se está diante de uma situação com total falta de controle e previsão.

O nosso cotidiano é, na maioria das vezes, marcado por horários e hábitos. Alteração em rotinas, particularmente quando afeta o horário e o tempo de sono, é um fator que pode desencadear ansiedade. Se a ele vem se somar o medo de perdas de pessoas amadas, de doenças, de acontecimentos futuros desconhecidos, a situação se torna ainda mais grave.

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