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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2021

Sobre o autor

Lúcia Moysés

Lúcia Moysés


"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." Emmanuel
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Na tela do computador vejo notícias que dão um colorido especial ao meu dia e me fazem acreditar que a humanidade está evoluindo. A primeira, trata de um adolescente que está consertando celulares usados para doá-los a estudantes sem acesso a aulas remotas. Em seguida, leio que um pastor que teve sua bike roubada abandona a raiva e decide consertar, de graça, bicicletas de quem precisa. Penso: ─ que exemplo de verdadeiro cristão! Mais adiante me surpreendo com a foto de um jovem de 16 anos, catarinense, que criou um sistema que filtra microplásticos da água.

Por fim, vejo um vídeo que apresenta a história de um homem cego há 19 anos que recuperou a visão graças a vizinhos que pagaram sua cirurgia.1 Se prestarmos atenção, veremos, em toda parte, gestos gratuitos de amor ao próximo e solidariedade. Estão presentes em pessoas de todas as idades, como se observa nos exemplos aqui citados.

A solidariedade que deve reinar entre todos nós – encarnados e desencarnados – é lei da natureza humana, elucidada pelo Espiritismo e corroborada pelas palavras e exemplos do Mestre Jesus,

Encontramos em O Livro dos Espíritos, de A. Kardec, na pergunta 132, que Deus nos impõe a reencarnação com dois objetivos: fazer-nos chegar à perfeição e dar-nos condições para realizar a parte que nos cabe na obra da Criação. Ajudando a própria evolução da humanidade, cada um de nós se adianta; praticando a caridade melhoramos a Terra e avançamos, um pouco mais, em direção do Pai.

Há, no entanto, quem negue essa realidade. O noticiário que se constrói em torno das más notícias e o fato de estarmos vivendo em um mundo globalizado, pode levar à falsa conclusão de que estamos regredindo como seres humanos. No entanto, as evidências confirmam que a imensa maioria da população terrena é formada por cidadãos de bem, que contribui para o progresso mundial estudando e trabalhando, que sofre com a dor alheia, que sente prazer em ajudar o necessitado, que desaprova a guerra e anseia pela paz. Se não é assim, como explicar as profundas mudanças em todos os campos, inclusive no dos sentimentos, que a Terra vem passando ao longo do tempo? Como justificar o declínio, quase total, da barbárie que marcou a história das civilizações durante séculos?

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