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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2019

Sobre o autor

Lúcia Moysés

Lúcia Moysés


"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." Emmanuel
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Somos seres humanos tentando acertar os passos rumo ao Mais Alto. Se a caminhada é mais fácil para aqueles que vão se burilando moralmente por intermédio de muitas encarnações, para aqueles outros que ainda se encontram na retaguarda, ela pode se apresentar-se ainda plena de obstáculos.

A convicção que temos, de que cada um de nós se encontra em um patamar evolutivo, nos leva a compreender o momento atual por que passa a nossa pátria, onde tantos erros, tantos atos indecorosos são praticados por figuras públicas que deveriam servir de modelo para a população.

Como educadores, estamos constantemente nos perguntando: diante de tanto desvio moral, que lição estamos oferecendo às nossas crianças e jovens? Como ficam suas mentes?

Sabemos que no desenvolvimento cognitivo há uma fase em que a criança elabora seus esquemas mentais e organiza o seu pensamento a partir do que vê, ouve, observa e vivencia.

Expostas, como estão, às notícias veiculadas, exaustivamente, nas diversas mídias, notadamente nas televisivas, muitas delas acabam vendo cenas e ouvindo comentários depreciativos feitos pelos adultos que serão facilmente captadas e armazenadas em seus cérebros. A questão é saber como as processam.    Qual o valor que lhes atribuem? Qual a leitura de mundo que vão elaborando diante do que veem e ouvem?

Os exemplos apresentados são de largo espectro e retratam desde casos em que condenados por atos ilícitos estão cumprindo penas, a situações duvidosas nas quais – ao que parece – a justiça deixou de ser feita: liberdade indevida ou impunidade para faltosos.

Se a criança, até, aproximadamente, dez, onze anos, costuma construir seus raciocínios a partir do que capta ao seu redor, é motivo de preocupação a banalização de ocorrências como as que citamos, pois não sabemos que prejuízos podem estar causando nas mentes ainda em formação.

Pensamos no quanto deve ser difícil para um pai ou uma mãe exigir atitudes e comportamentos corretos dos seus filhos, diante desses fatos. Imaginamos cenas corriqueiras, como aquela em que um irmão pega, sem consentimento do outro, um brinquedo, o danifica-o e, com medo de ser apanhado, coloca-o no devido lugar. Quando indagado a respeito, nega veemente o malfeito. Ou aquela outra, em que uma criança, descobrindo um jeito de retirar moedas de um cofrinho de alguém, o faz escondido, negando, também, sua autoria quando apanhado em flagrante. Como convencer o filho faltoso do seu erro? Como incutir-lhe a ideia da honestidade?

É lugar comum ver acusados se negando-se a assumir seus erros quando apanhados cometendo delitos. Contestam, simplesmente, a autoria, sem maiores explicações, como fazem muitas crianças. Elas, no entanto, assim respondem como uma forma imatura de defesa, ; sobretudo, se ainda se encontram nos primeiros anos de vida.  Mas, à medida que crescem, vão aprendendo a assumir as responsabilidades pelos seus atos, desde que bem orientadas nesse sentido.

Para imprimir na criança as ideias de retidão de caráter, os pais se valem-se, em geral, dos exemplos da vida prática, e, nesse caso, as vivências do cotidiano falam mais alto. Narrativas familiares, histórias edificantes pinçadas aqui e ali são os fios que vão tecendo o arcabouço da moralidade, juntamente com a correção do ato equivocado.

Por isso, afirmamos que, diante de tantos atos censuráveis, há que se tersão necessários cuidados redobrados com as novas gerações que estão expostas a esses cenários desalentadores.

Sabemos que cada ser que reencarna é um espírito milenar em busca do autoaperfeiçoamento, com um passado de erros e acertos. Vem para se melhorar. E, para tal, Deus o faz renascer com uma aparência de inocência em um corpo frágil. Extremamente dependente, carece de cuidados daqueles que o trouxeram ao mundo. Esses, dificilmente, saberão quem é esse espírito que lhe foi enviado. Essa alma tanto pode abrigar um ser evoluído, um amigo que veio para ajudar, como um espírito malévolo, com paixões e inclinações negativas.

Confrontando a necessidade que cada pai e cada mãe tem de contribuir para o avanço moral dos espíritos que lhes foram confiados, com os quadros que viemos descrevendo, percebemos quão árdua se torna a tarefa de educá-los dentro dos padrões morais trazidos pelo Mestre Jesus.  Somente com uma profunda convicção do seu papel junto a esses espíritos é que tais genitores conseguirão cumpri-lo, encaminhando-os para a senda do Bem, orientando os seus passos diante dos problemas da vida. Um processo exigente, é verdade, mas que se torna menos penoso quando os pais são, eles próprios, pessoas decentes e honradas.

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