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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2020
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A jovem senhora chegou no centro espírita em busca de uma solução imediata para o seu problema.

José atendeu numa sala reservada, ofereceu-lhe água fresca e aguardou pacientemente o seu pronunciamento.

Antes que começasse a falar, a senhora chorou copiosamente sem dizer uma palavra.

José manteve calma e a prudência necessária, deixando que ela aliviasse por completo o seu choro.

Quando parou de chorar e ficou mais calma, envergonhada pediu desculpas ao dirigente do centro espírita.

José pediu para que bebesse um pouco mais da água fresca e, quando tivesse vontade de falar, que fizesse o uso da palavra da forma que achasse melhor.

Durante trinta minutos, ela falou sem parar e José ouvia com toda atenção e o respeito devido.

Quando deu por encerrado o depoimento, perguntou se a questão apresentada teria solução.

José apenas disse que para todo problema do mundo tem sempre uma solução, porque Deus não está pobre de misericórdia.

Ela por sua vez, desacreditada da própria sorte, baixou a cabeça e perguntou:

- Por que tinha que ser comigo essa desgraça? Por que o meu marido tinha que me trair com a minha melhor amiga?

José no auge dos seus setenta e cinco anos, respondeu:

- Nunca sabemos exatamente os motivos das nossas aflições atuais, minha irmã. Se posso adiantar alguma coisa sobre a razão das nossas aflições atuais, devo dizer que encontramos no capítulo V de O Evangelho segundo o Espiritismo, considerações importantes sobre o assunto.

Mergulhada na própria dor, voltou a falar do seu drama:

- De uma coisa eu tenho certeza: nunca fiz nada de errado para merecer tal desgraça.

José respondeu, consolando:

- As nossas existências trazem marcas profundas devido `s nossas escolhas ao longo dos séculos.

- Mas ele foi cruel demais, o senhor não acha?

- Proponho nesse momento que olhemos juntos sobre o problema apresentado pela senhora, para que encontremos uma solução.

- Qual o seu conselho, então?

- Não se trata de um conselho, mas de uma proposta que venha aliviar a sua dor. Quem sabe se, com o passar do tempo, a senhora possa perdoar o seu marido e a sua amiga.

- Isso nunca!

- O tempo é o senhor da razão.

- Não posso perdoar a quem me faz sofrer tanto.

- De que vale continuar sofrendo a vida inteira? Jesus nos orienta amar e perdoar aos nossos opositores.

- Mas eu não perdoo.

- Você pode não perdoar agora, mas pode pensar na possibilidade?

- Quem sabe um dia eu consiga perdoar.

- Assim é que se fala, com a voz do coração.

- Existe alguma coisa que me ajude pelo menos a esquecer esse drama?

- A gente só esquece, quando passamos a pensar no bem.

- Como assim?

- Gostaria de fazer o bem?

- Gostaria.

- De acordo com o seu tratamento nessa casa de amor e fraternidade, encontrará em breve o serviço voluntário.

- Será que estou pronta?

- Nada como um serviço de amor junto aos nossos semelhantes. Saiba que ocupando a mente no trabalho do bem, a gente começa a ver o mundo diferente?

- Por quê?

- Porque com o trabalho voluntário a gente vai cicatrizando as nossas feridas.

- Eu vou pensar no convite que o senhor está me propondo.

- Jesus sabe o tempo de cada um.

- Obrigada pela ajuda, senhor José.

- Lembre-se que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida!

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