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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2014
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“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porque, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.” (S. Mateus, 5:17 e 18.)

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo está comemorando 150 anos.

De autoria de Allan Kardec, publicado em Paris em abril de 1864, ele apresenta as questões dos Evangelhos canônicos sob a visão da Doutrina Espírita.

Podemos afirmar que se trata de acontecimento histórico, pois desde o seu lançamento vem consolando a humanidade, numa linguagem simples, de fácil compreensão. Ele possui 28 capítulos sem alegorias e excessos literários, que se destinam ao roteiro seguro para felicidade futura.

No seu prefácio encontra-se a mensagem do Espírito de Verdade, consagrando sua legitimidade espiritual, apresentando os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, em consonância a vontade do Pai.

Nele encontramos a forma didática de Kardec, pedagogo exímio, que dividiu o Evangelho canônico, em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus, os milagres, as predições, as palavras que serviram de base aos dogmas, e os ensinamentos morais. Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos.

Assim, é especificamente sobre essa parte que Kardec lança o olhar espírita. Longe de pretender criar uma “Bíblia espírita” ou mesmo de objetivar uma reinterpretação espírita desse livro sagrado, Kardec se empenha em extrair dos Evangelhos princípios de ordem ético-moral universais, e em demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo espiritismo. Allan Kardec, para evitar divergências, recorreu ao grego e ao hebraico, dando assim, fundamentação à tradução dos textos evangélicos.

A obra traz ainda um estudo sobre o papel de precursores do cristianismo e do espiritismo, como por exemplo  Sócrates Platão , analisando diversas passagens legadas por estes filósofos que demonstrariam claramente essa condição.

Reunindo milhares de leitores no mundo inteiro, o Espiritismo vem cumprindo serenamente sua missão educativa, mobilizando pessoas nos centros espíritas para esses esclarecimentos espirituais tão importantes.

É um verdadeiro tratado filosófico amoroso, que suaviza sensivelmente os corações de modo racional, permitindo que cada leitor tire suas próprias conclusões a cerca dos ensinamentos expostos por Jesus há 21 séculos.

Das parábolas milenares do Cristo, encontram-se as mensagens dos Espíritos do Senhor, consolidando e trazendo novos enfoques que, presentemente, são verdadeiras lições redivivas que se ajustam às nossas necessidades atuais e buscam entreter-nos na fé raciocinada.

Notável por realinhar o comportamento humano e dar a paz tão sonhada, o refrigério de amor e esperança a todos os seres da Criação.

Essa literatura tem inspirado artistas de todos os setores de criação, elevando o seu padrão estético, ético e moral. Ela representa o avanço intelectual e o amadurecimento espiritual das forças vibráteis da alma, produzindo assim, o bom e o belo.

Enfim, o Evangelho Segundo o Espiritismo é a leitura consoladora que ensina e renova os pensamentos, as palavras, as ações, permitindo a libertação para o Reino de Deus.

Ao codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, reverenciamos sua contribuição literária, sua dedicação profunda aos trabalhos espirituais, as horas a fio de pesquisa, estudo e comparação dos textos, para que pudéssemos desfrutar do conhecimento espiritual.

 

À Federação Espírita Brasileira, que tem mantida acessa a chama na reprodução de milhares de livros, que são espalhados pelo mundo, numa demonstração muy bela de propagação do Evangelho de Jesus.

Sendo assim, finalizamos com este paragrafo que se encontra na introdução do livro, que reflete muito bem sua utilização:

“Esta obra é para uso de todos. Dela cada um pode colher os meios de conformar sua conduta pessoal à moral do Cristo. Os espíritas nela encontrarão, além disso, as aplicações que lhe dizem respeito de modo especial. Graças às relações estabelecidas, daqui em diante e de maneira permanente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, ensinada a todas as nações pelos próprios Espíritos, já não será letra morta, porque todos a compreenderão e serão incessantemente compelidos a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As Instruções dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu a vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAIO/2014.

 

INSPIRAÇÃO

 

Léon Denis em sua obra literária O Espiritismo na Arte diz que a inspiração nos propõe uma reflexão em torno da importância da arte como manifestação elevada em benefício da humanidade.

Através dos tópicos ele revela esses valores de elevação, além de apontar o desserviço criativo a partir dos desequilíbrios psíquicos, que de modo geral, são facilmente encontrados na fragilidade humana, que facilmente expõe em suas produções.

No segundo capítulo, intitulado Inspiração, ele destaca Beethoven, Berlioz e Wagner, como sendo os mais notáveis gênios de uma composição da eterna harmonia.

Considera Beethoven como o verdadeiro criador da sinfonia, enquanto Berlioz, diz que foi um sinfonista de grande envergadura e que não havia outro mais difícil de ser imitado, devido a seu enorme talento e prodigiosa virtuosidade. Quanto a Wagner, diz que sua colossal obra é inteiramente impregnada de uma espiritualidade densa e pesada, que se limita de perto com o materialismo, como todo talento alemão.

Ora, embora sejam três magníficos compositores, vemos que o terceiro mencionado por ele, apresenta uma distonia criativa, que nos leva a concluir que algo estava prejudicando sua genialidade.

Se Wagner é um gênio, por que Leon Denis diz que sua obra está impregnada de uma espiritualidade densa e pesada, que se limita de perto com o materialismo?

Wagner foi um compositor talentoso, embora trouxesse consigo na atual encarnação, vestígios psíquicos negativos, que o levavam ainda produzir esse mundo denso e pesado.

É natural que um gênio reencarne, e que demonstre no decorrer de sua existência um temperamento difícil a ponto de expor suas imperfeições humanas.

O Espiritismo nos mostra, que embora um candidato retorne à vida material, não se pode garantir que ele encontre de imediato uma natureza na qual ainda não possui. É preciso, no entanto, que o seu esforço seja aplicado através das encarnações sucessivas, ou que se manifeste através de um esforço inaudito em uma só encarnação, algo muito difícil, visto a natureza não dar saltos.

A presente orientação do filosofo do Espiritismo tem muito haver com a atualidade, porque são muitos os artistas encarnados, buscando revelar sua capacidade criativa.

De um modo em geral, a maioria não percebe o trabalho espiritual que está a sua volta, e nem consegue desviar-se do imenso problema que o fez retornar aqui, com isso, os candidatos se deixam levar pelos próprios erros do passado e dão uma abertura para os seus caprichos pessoais, emaranhando-se no terreno da vaidade e do egoísmo, principalmente.

/////////////////////// Abaixo falta o começo do parágrafo:

ismo é ativado sempre que o candidato se deixa levar por suas manifestações infelizes, a partir daí surgem às conexões malfazejas que somente implica desalinho, embora a forma estética de sua criação obedeça aos critérios básicos de sua composição.

Léon Denis como observador atento, assinala essa tendência infeliz pelo materialismo. Se entrarmos no âmbito da sua história recente, veremos mergulhado numa vida complicada e cheia de comprometimentos descabidos. Esse tipo de opção leva não só o gênio, mas qualquer ser humano a companhia de espíritos sedutores, galhofeiros, ensandecidos por ideias que extrapolam a realidade da vida.

Sendo assim, o filósofo do espiritismo nos reserve em suas lições um serviço completo no campo do esclarecimento, a fim de revelar-nos que nem tudo que reluz é ouro!

Na atualidade, podemos assegurar que muitos vindos com a responsabilidade da higienização do planeta através das artes, passam pelos mesmos problemas, em razão do seu psiquismo.

Ledo engano o candidato a prestar tais serviços às artes, com ideias que fujam dos seus objetivos mais sagrados.

A princípio, uma encarnação dessa natureza exigirá do candidato maior poder de realização, pois as vertentes que nela estão ligadas propõem uma linha de ação o mais discreta possível, visando somente o seu desenvolvimento, no tocante a sensibilidade criativa.

Léon Denis orienta através do livro O Espiritismo na Arte:

¨Que quase todos aqueles que receberam a sagrada missão de encaminhar as almas para a perfeição esquivaram-se dessa tarefa. Tornaram-se culpados de um crime ao se recusarem a instruir e a iluminar as sociedades e ao perpetuarem a desordem moral e todos os males que recaem em nossa época e a ausência de obras fortes.

Que o espiríta sabe que imenso auxílio à comunhão com o Além, com os espíritos celestes, oferece ao artista, ao escritor, ao poeta. Quase todas as grandes obras tiveram colaboradores invisíveis.

Que o artista espírita tem consciência de sua própria indigência, porém sabe que acima de si abre-se um mundo sem limites, pleno de riquezas, de tesouros incalculáveis, perto dos quais todos os recursos da Terra são apenas pobreza e miséria. O espírita tem também conhecimento de esse mundo invisível, se deste ele souber torna-se digno purificando seu pensamento e o seu coração, pode torna mais intensa a ação do Alto, fazê-lo participar de suas riquezas através da inspiração e da revelação, e dela impregnar obras que serão como que um reflexo da vida superior e da glória divina.

A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo. Para contemplá-la em todo o seu esplendor, em todo o seu poder, é preciso subir degrau em degrau em direção à fonte da qual ela emana, e esta é uma tarefa difícil para a maioria de nós. Ao menos podemos conhecê-la através do espetáculo que o universo oferece aos nossos sentidos, e também através das obras que ela inspira aos homens de talento.

O espiritismo vem abrir para arte novas perspectivas, horizontes sem limites. A comunicação que ele estabelece entre os mundos visível e invisível, as informações fornecidas sobre as condições da vida no Além, a revelação que ele nos traz das leis superiores de harmonia e de beleza que regem o universo, vêm oferecer a nossos pensadores, a nossos artistas, inesgotáveis temas de inspiração.

Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, Sabedoria e Amor!¨

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