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Artigo do Jornal: Jornal Março 2014
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Numa tarde agradável de domingo, estivemos na Assistência Crista-Espírita Paulo de Tarso, onde participamos do almoço fraterno e, em seguida, da apresentação do Coral do GEMGA (Grupo Espírita Musical Geraldo de Aquino), sob a batuta da nossa querida Mariazinha de Aquino.

O auditório estava lotado de pessoas adultas cheias de entusiasmos à espera dos maduros artistas.

Deu para perceber que se tratava de uma programação muito esperada, pois a relação do público com o coral era de extrema afinidade. Todos se conheciam e faziam parte daquele evento mensalmente.

Numa atitude singular os artistas subiram ao palco e foram se organizando descontraídos e sorridentes, numa demonstração natural de que a tarefa, embora sendo de muita responsabilidade, tinha um tom brejeiro, bem carioca de ser. A informalidade dos artistas era imensa, pois a segurança emocional deles demonstrava que aquela tarde seria mais um momento de alegria e descontração, e que todos sairiam dali, com suas energias refeitas.

É sempre bom ver as pessoas, principalmente as que já alcançaram a maturidade, nessa faixa de conforto.

Digo isso, porque nem sempre é assim. Muitos preferem o isolamento, por se julgarem incapazes de reagir à própria realidade desse novo estágio da vida humana.

Infelizmente não somos uma sociedade que se prepara para esse momento, nem temos a cultura organizacional suficiente familiar que possa favorecer a esse processo natural.

São poucos os que reagem as circunstâncias e que buscam na medida do possível, os poucos espaços de convivências e relacionamento interpessoal são escassos, quando não mal estruturados e nada convencionais.

As Universidades da Terceira Idade, embora ofereçam seus espaços para que a maturidade reencontre sua rotina proativa de trabalho, conhecimento e convivência, não pode atender a demanda dos que estão ávidos de uma programação dirigida, como também, ignorados pela maioria, por falta de informação ou estimulo suficiente para esse novo desavio.

Em se tratando dos centros espíritas, temos a dizer que são as Escolas de Espíritos, devidamente preparados às questões educativas de igual teor, que abrem suas portas e oferecem os espaços reservados ao acolhimento e ao desenvolvimento das atividades artísticas, culturais e sociais, que fazem parte de um viés filosófico amadurecido, sem a pretensão acadêmica, mas que atende muito bem aos que chegam procurando amenizar suas dores morais e físicas.

As atividades em geral cumprem sua programação e atende perfeitamente as necessidades, pois, logo se vê em torno da programação do centro espírita, apresentações diversas nos vários setores criativos.

É o mesmo processo promovido a partir do trabalho brilhante que presenciamos com o coral do GEMGA. Nele, Mariazinha de Aquino, promove a manutenção com ensaios sistemáticos, o relacionamento interpessoal e as técnicas cabíveis para que o resultado seja de completa satisfação de todos, inclusive do público, que comparece e faz questão de participar do seu jeito descontraído, numa demonstração de sintonia perfeita entre o projeto e sua finalidade: o prazer de viver e conviver.

Gostaríamos, portanto, de finalizar acrescentando, que a vida proativa na maturidade tem muito a ver com a saúde cerebral, visto que: pensar, agir e interagir traz à vida cotidiana, uma vitalidade impressionante ao espirito.

Valorizar esses aspectos naturais na vida cotidiana é manter acessa a chama da realização pessoal, pois ninguém pode ser feliz ao ver sua própria existência esvaindo-se por ocasião da falta desse empenho, que deve ter o seu início dentro da própria família.

Destacamos alguns exemplos de pessoas que chegaram à maturidade, com uma demonstração de uma saúde cerebral satisfatória, por justamente ter se preocupação com a vida proativa: Chico Xavier, Teresa de Calcutá, Ghandi, Sai Baba, João Paulo II, Yvonne Pereira, Cora Coralina, entre outros vultos da nossa história.

E o que dizer de Divaldo Franco, que vive a maturidade, em meio a um trabalho grandioso? ...

Portanto, a maturidade é um instante da vida, onde nossos valores estão a toda prova para os novos desafios.

Os centros espíritas estão abertos com uma infinidade de oportunidades para que sejam preenchidas por pessoas que estejam necessitando de um local de convivência espiritual, e que desejam continuar sua caminhada aprendendo a amar e a conquistar o seu próprio espaço nas fileiras do bem.

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