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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2019
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Emoção, transformada em lágrimas, levando o público a nobres sentimentos.

 

Clóvis Mello mostra um Divaldo Franco como ele sempre foi:  simples, disciplinado, convicto de sua crença, um seareiro permanente a serviço do Cristo, levando o Seu amor a todos que cruzem o seu caminho. Um Divaldo Franco autêntico, verdadeiro, destacado de forma sintética, com muita sensibilidade, em quase duas horas, buscando mostrar ao público o Paulo de Tarso de nossos dias. Um contemporâneo nosso, fazendo-nos sentir melhores, pelo simples fato de estarmos próximos a ele.

Recebi o testemunho de um grande amigo, o poeta Filipe Medon, que foi assistir na estreia, que compartilho com os leitores desse jornal: 

"Meu amigo... Assisti o filme. E tenho que admitir: já entrou para a história do cinema brasileiro. Os diálogos com Joanna, especialmente depois do quase suicídio, são de uma beleza inigualável. A atuação do Marcos Veras é digna de premiação. Para nós, que já conhecíamos a história do Divaldo, talvez o filme pudesse não ter tanta graça. Mas isso é IMPOSSÍVEL: cada história que já conhecíamos, quando vista ali na telona, vinha carregada de uma nova emoção. Divaldo não foi em nenhum momento retratado como um ídolo ou um mito, mas como um homem com tantas imperfeições como qualquer outro. Se o filme de Kardec tem a sabedoria de explicar a HISTÓRIA do Espiritismo, o filme de Divaldo tem a sabedoria de explicar a DOUTRINA. Poucos filmes conseguem me fazer chorar em público. Esse foi um desses raros. O filme tem a virtude de transitar entre o terror, o cômico, o drama e o reflexivo. É um retrato fiel da vida de uma pessoa: amor, ódio, raiva, alegria, riso, lágrima e reflexão". 

Baseado no livro Divaldo Franco: a trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos, escrito por Ana Landi, mostra a história do médium. Nascido na pequena cidade de Feira de Santana, no interior da Bahia, Divaldo convive com a mediunidade desde os 4 anos de idade. Perturbado com o que vê, rejeitado pelas outras crianças e reprimido pelo pai, o garoto não tem uma infância fácil. Aos 17 anos, convence-se de que é inútil tentar negar seu dom. Com o apoio da mãe, entra em contato com o Espiritismo e muda-se para Salvador, para estudar a doutrina.

Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis, o jovem supera a saudade da família e a solidão da cidade grande e abraça sua missão. Poucos anos depois, aquele estranho menino de Feira de Santana torna-se um dos médiuns mais importantes de todos os tempos e abre mão de sua vida pessoal, para dedicar-se à caridade.

Lançado no dia12 de setembro nos cinemas nacionais, Divaldo, o Mensageiro da Paz não é exatamente um documentário sobre a vida do médium baiano Divaldo Franco, de 92 anos. Tampouco tem a pretensão de ser um filme essencialmente biográfico, segundo o diretor, Clovis Mello. O longa-metragem dedica-se à mensagem – a propagar o respeito, a caridade e, acima de tudo, o amor. Se é possível dizer que há algo em comum entre as religiões, este sentimento elevado seria o elo entre os deuses de uns e de outros.

Com direção e roteiro de Clóvis Mello, o filme conta com os atores Bruno Garcia, Guilherme Lobo, João Bravo, Laila Garin, Regiane Alves, Marcos Veras, Ana Cecília Costa, Bruno Suzano, Caco Monteiro, Osvaldo Mil, Álamo Focó, entre outros.

 

Certamente, esse é um filme que já entrou para a história do cinema brasileiro, como disse Filipe Medon.

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