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  • Brasileira cria garrafa que limpa água e concorre a prêmio internacional

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    Por: Lohrrany Alvim
    11/12/2021 – 10h20

    As pesquisas iniciais apontam ainda que a garrafa consegue manter a água fresca e purificada.(Foto reprodução Internet)
     
    Imagine uma ideia que pode mudar o mundo. Bárbara Gosziniak Paiva, de 28 anos, estudante de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), criou o Aqualux. Trata-se de um protótipo de uma garrafa que, com o auxílio de radiação e um filtro carregado pela luz solar, esteriliza a água. Isso significa que o aparelho tem o poder de tornar a água potável. Os testes realizados em pesquisas apontam que o conjunto apresenta resultados promissores.
     
    Prêmio internacional
    Com o protótipo, a pesquisadora conquistou o primeiro lugar na etapa brasileira do concurso internacional de ciência Red Bull Basement. A competição avaliou 443 ideias de todo Brasil e 4.041 projetos do mundo todo. Agora, o projeto vencedor vai disputar a final mundial na Turquia, entre os dias 13 e 15 de dezembro deste ano. O mais interessante é que essa é a primeira competição em que Bárbara participa.
     
    O projeto
    Nos últimos cinco meses, a mestranda desenvolveu seu projeto e o protótipo de garrafa portátil, que cabe na palma da mão. De acordo com Bárbara, a tecnologia usada na garrafa também pode ser utilizada para tratar água de nascentes, rios e lagos. Neste ano, dados sobre saneamento, divulgados pelo Instituto Trata Brasil, indicam que 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável no país.
    “Ao ingerir água contaminada podemos contrair diversas doenças. Em países de baixa renda as doenças diarreicas estão entre as cinco principais causas de morte. Por isso eu desenvolvi esse projeto, que tem o objetivo de democratizar o acesso à água potável, e garantir uma água de qualidade para todos”, ressalta Bárbara em entrevista.
    O protótipo é bem parecido com garrafas térmicas comuns, como as de café. No entanto, as informações sobre os materiais e as medidas utilizadas ainda estão em sigilo.
     
    Como funciona
    Quando colocada na garrafa, a água passa por um processo de três etapas (microfiltragem, esterilização por radiação e refrigeração) para que se torne potável e fresca. As pesquisas iniciais apontam ainda que a garrafa consegue manter a água fresca e purificada.
    “Só no Brasil, o número de pessoas que não possui acesso à água potável é de 35 milhões de indivíduos, demonstrando um grande potencial de impacto. O produto agrega valor para a sociedade, e por isso precisamos estruturá-lo enquanto negócio”, comenta Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e da plataforma de educação Gestão 4.0, que foi um dos jurados.

    Fonte: Rádio Rio de Janeiro
  • Colírio que dispensa uso de óculos para vista cansada é apresentado por agência dos Estados Unidos

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    O medicamento aprovado promete tratar a presbiopia.(foto Reprodução Internet)

    “Quem não tem colírio, usa óculos escuros”. Esse dito que ficou ainda mais popularizado na música “Como vovó já dizia”, do Raul Seixas, pode deixar de ser necessário. Isso por que, nos Estados Unidos, a agência norte-americana de alimentos e medicamentos conseguiu aprovar aquele que promete ser primeiro e único colírio que pode acabar com a vista cansada, ou ‘síndrome do braço curto’, como também é conhecida.

    Com o nome de Vuity, o novo colírio promete tratar a presbiopia, que pode ser diagnosticada por meio de um exame no oftalmologista e é uma doença ocular comum e progressiva. A informação foi divulgada pelo portal “Só Notícia Boa”.

    O vice-presidente da companhia, Jag Doganjh, classificou como satisfatória a ideia de trazer um tratamento inédito para o mercado mais cedo do que o esperado.

    Remédio de fácil adaptação

    O Vuity tem uma formulação otimizada de pilocarpina, um medicamento terapêutico estabelecido para os olhos, fornecido com a tecnologia chamada de “pHast”, que permite que a gota se ajuste rapidamente ao pH fisiológico do filme lacrimal.

    “Como um optometrista que também tem presbiopia, estou pessoalmente e profissionalmente entusiasmado para experimentar o Vuity para mim, e receitá-lo a meus pacientes com visão embaçada relacionada à idade”, disse a optometrista Dra. Selina McGee, da American Academy of Optometria, através de um comunicado.

    De acordo com a informação, o medicamento usa a capacidade do próprio olho para reduzir o tamanho da pupila, melhorando a visão de perto e intermediária, ao mesmo tempo em que mantém a visão à distância.

     

    Processo de aprovação

    A FDA aprovou a utilização do Vuity em outubro deste ano. Os especialistas se basearam em dados de dois estudos clínicos essenciais de fase 3, que avaliaram a eficácia, segurança e tolerabilidade da empresa usando um total de 750 participantes com idade entre 40 e 55 anos com presbiopia, randomizados nos dois estudos, em uma proporção de um para um para Vuity ou placebo.

    Os integrantes da pesquisa foram instruídos a administrar uma gota do medicamento ou placebo uma vez ao dia em cada olho e teve êxito com resultados positivos para alto contraste, distância binocular corrigida perto do visual acuidade, sem perder mais de uma linha. Ainda segundo a publicação, um dos participantes do ensaio, Toni Wright, relatou:

    “Tornou-se quase impossível ver claramente de perto, a menos que eu use meus óculos. Estou tão animado que agora foi aprovado e está disponível como um tratamento”.

    De acordo com os cientistas, o Vuity tem efeito em cerca de 15 minutos, com uma gota em cada olho proporcionando uma visão mais nítida por seis a 10 horas. As gotas são para casos leves a intermediários e são menos eficazes após os 65 anos, à medida que os olhos envelhecem. Os usuários também podem ter dificuldade temporária em ajustar o foco entre objetos próximos e distantes.

    A boa notícia é que não foram registrados eventos adversos graves em nenhum dos participantes tratados com Vuity. No entanto, a má notícia é que, no momento, o novo colírio custa cerca de 500 reais. A expectativa é que esse medicamento possa ser aprovado para a comercialização e chegar a baixo custo para os brasileiros que ainda utilizam óculos para melhorar a tal vista cansada.

    Fonte: Rádio Rio De Janeiro.
  • Jornal Online - Janeiro 2022

  • Livro: História Crítica do Magnetismo Animal

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    História Crítica do Magnetismo Animal

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  • O Livro dos Espfritos é estrela de filme frances

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    filme frances

    O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, é uma das estrelas do filme francès “O Baile ds Loucas”. A produção de 2021 tem roteiro e direção de Mélanie Laurent, atriz francesa que também atua no longa.

    Trata-se de uma obra não espírita que enfoca o primeiro livro da Codificaçãode forma respeitosa, conferindo o brilho que ela merece.

    Sobre o filme O Baile das Loucas

    Intitulado O Baile das Loucas, a produção francesa foi baseada no livro de mesmo nome (em francês, “Le Bal des Folles”), de Victoria Mas, lançado pela Editora Albin Michel, em 2019.

    A história se passa no final do século 19, logo após o lançamento de O Livro do Espíritos, pelo francês Allan Kardec.

    Eugenie leva uma vida confortável ao lado dos pais, da avó e do irmão, também um grande amigo.

    No entanto, inteligente e apaixonada pela vida, a jovem esconde um segredo: ela ouve e vê Espiritos. Quando sua família descobre essa sua sensibilidade, decide interná-la em uma clínica neurológica.

    Dirigida por um médico respeitado, o professor Charcot, pioneiro da psiquiatria e neurologia, o hospital é na verdade um depósito de mulheres.

    Ali, pacientes com diganósticos diversos, entre eles deficiência física, mental, epilepsia, histeria, convivem. E são tratadas como cobaias pelos profissionais de saúde.

    É nesse ambiente que o caminho de Eugenie (Lou de Laâge) e da enfermeira Geneviève (Mélanie Laurent) se cruzam, mudando a vida das duas jovens mulherespara sempre. Enquanto elas, juntamente com as demais internas, vivem suas rotinas ásperas aguardam o grande evento do local: um baile onde pacientes, médicos e público se reúnem anualmente.

    O Livro dos Espíritostem papel de destaque no filme

    Apesar do filme não ter a intenção de divulgar a Doutrina Espírita, a obra inaugural do Espiritismo desempenha papel essencial.

    Primeiramente, O Livro dos Espíritosserve para que a protagonista entenda o que se passa com ela.

    As explicações racionais que ela encontra na obra lhe dão maior tranquilidade para aceitar a situação. Até mesmo permite que ela saiba como lidar com o fenômeno mediúnico.

    Outro ponto de destaque é quando uma segunda personagem, mesmo sem ter qualquer tipo de mediunidade, sente-se impactada pelo conteúdo, começando uma profunda mudança na forma de enxergar a vida.

    Em outras palavras, o filme consegue demonstrar a grandiosidade de O Livro dos Espíritos ao mostrar o impacto positivo que ele proporciona na vida das pessoas que encontram em suas páginas, explicações racionais para os acontecimentos da vida.

    Outros destaques do filme francês

    Além da forma respeitosa com que o filme trata O Livro dos Espíritos, existem outros pontos interessantes no filme.

    Ele nos leva a refletir sobre a questão de saúde mental e ver a evolução ocorrida nesse campo.

    Ainda que hja muito a evoluir, é inegável que hoje pessoas que têm alguma dificuldade de ordem física ou mental, são tratados de forma muito mais respeitosa.

    Também nos faz lembrar que o Espiritismo tem muito a contribuir com o assunto, ao mostrar que essas necessidades especiais são oportunidades de aprendizado. Tanto do Espírito que as possui, como da família e de toda a sociedade.

    A produção é excelente em todos os quesitos: interpretações, roteiro, direção, figurino, fotografia, trilha sonora… enfim, as 2H02 passam voando.

    Apesar da protagonista ver os “mortos”, eles não aparecem no filme – somente a personagem os enxerga. No entanto, conseguimos perceber quando isso ocorre, em função da ótima interpretação de  Lou de Laâge.

    Fonte: http://www.vinhadeluz.com.br/site/index.php
  • Roberto Vitorino: “Achei que vinha ajudar o Gerson, mas na verdade eu entendi que a missão era muito maior”

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    presidente radio rio de janeiro
    Roberto Vitorino, presidente da Fundação Cristã Espírita Paulo de Tarso

    Presidente da Rádio Rio de Janeiro faz um balanço sobre as mudanças vivenciadas na Emissora da Fraternidade.

    Lohrrany Alvim e Adriano Dias

    Quando se completa meio século de vida, é necessário refletir sobre aquilo que foi plantado e também sobre os frutos que ainda podem ser colhidos nas próximas gerações. Este pensamento não é diferente na Rádio Rio de Janeiro. Não é todo dia que se completa 50 anos e, portanto, a emissora está em tempo de refletir, agradecer e trabalhar para seguir com esta nobre missão de levar ao mundo as mensagens de conforto através da doutrina Cristã-Espírita.

    Neste processo, cabe a Roberto Vitorino, de 70 anos, a responsabilidade de liderar os passos da casa justamente no momento em que esta celebra as primeiras cinco décadas de vida. Atual presidente da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso, Vitorino chegou à Rádio ainda no ano de 2003, como voluntário atuando como assistente no setor de Marketing.  Dois anos depois, ele foi nomeado conselheiro da FUNTARSO e diretor-administrativo. Já no ano de 2015, foi eleito vice-presidente na chapa liderada por Gerson Simões Monteiro. No ano seguinte, em virtude do agravamento da saúde daquele que foi responsável por sua chegada à Emissora da Fraternidade, Vitorino ganhou dupla função: a de presidente-interino da Fundação e de acompanhar todos os passos de Seu Gerson no hospital até o seu retorno à pátria espiritual.

    "Gerson era um instrumento importantíssimo. Afinal de contas, foram 33 anos trabalhando aqui na emissora e eu aprendi muito com ele, o que me deu certa tranquilidade para chegar no dia de hoje à frente da Rádio Rio de Janeiro", recorda Vitorino. 

    Nesta entrevista, Roberto Vitorino faz uma volta ao tempo, recorda sobre como a Rádio Rio de Janeiro entrou definitivamente na sua vida, faz um balanço sobre o período em que assumiu a presidência da emissora e relata as campanhas para ajudar na modernização da Rádio, em todas as frentes. 

    "Quando participei de um congresso da ABERT, logo que cheguei aqui, eles diziam que o futuro do AM era a internet. E quando cheguei aqui, para minha satisfação, Gerson falou "interessante, nós já temos site". Eu nem sabia. Nós já estávamos na frente de muitas grandes rádios. E depois, por questões de recursos e administrativas, nós não conseguimos acompanhar a evolução. Agora estamos num novo esforço quando se trata de equipamentos de estúdio e de redes sociais", enfatiza o presidente da FUNTARSO.

    Mesmo com todas essas mudanças ocorridas, Vitorino deixa bem claro que ainda há um longo caminho pela frente para que a Rádio Rio de Janeiro possa seguir firme e forte neste desafio de levar conforto pelas ondas do rádio e pela internet. Ele também enfatiza, entre outros aspectos, a gestão participativa da direção da Emissora.

    "Ainda no tempo do Jadiel [João Baptista de Oliveira, ex-presidente], antes de o Gerson assumir a presidência, nós já trabalhávamos para que tivéssemos uma gestão participativa, como acontece hoje no movimento espírita. Não há condições de um só ficar responsável por tudo. E, no nosso caso, a gestão participativa é através do conselho curador. São todos voluntários, não temos nenhum radialista, mas temos administrador, advogado e temos psicólogos para acalmar os ânimos (risos). Temos uma mistura de pessoas, com experiências e conhecimentos diferentes". 

    Além das funções presidenciais, Vitorino atua também no comando de programas como “Estudo das Obras de Emmanuel” (exibido todas às terças, às 10h), além do “Clube da Fraternidade” (veiculado toda sexta, às 12h), este último foi reformulado recentemente, abrindo espaço para a participação dos ouvintes. 

    "Está sendo um desafio. Eu preciso aproveitar aquelas pessoas que estão ali, colocando suas mensagens, e responder ao vivo. Isso ainda vai precisar de adaptação e ao mesmo tempo ter uma equipe de suporte para isso. Mas nós vamos caminhando nessa direção, que é fundamental. A interatividade é o caminho, eu não vejo outro”, destaca o presidente da Rádio Rio de Janeiro. 

    Confira a entrevista completa com Roberto Vitorino: 

    Rádio Rio de Janeiro: Como conheceu a Rádio?

    Roberto Vitorino:  “Como a grande maioria dos voluntários e, hoje, dos diretores, cheguei pelas mãos do Gerson Simões Monteiro. Ele já me conhecia do movimento espírita, ainda em Resende. Tivemos vários contatos. E quando me mudei novamente para o Rio de Janeiro, Gerson e eu nos encontramos na Bienal do Livro. E quando voltávamos do evento, entrei no ônibus com a minha esposa e, quando o ônibus estava saindo, Gerson entrou e sentou do meu lado. Minha esposa cochilou e nós fomos conversando por uma hora. Ele começou a falar sobre a Rádio e, em uma reunião no Abrigo Teresa de Jesus, o Celente [Antônio Celente Videira, ex-conselheiro da RRJ] apresentou o quadro da Rádio Rio de Janeiro, a ideia dos conselheiros, como funcionava, e eu aceitei conhecer a Rádio e não saí mais. Achei que vinha ajudar o Gerson, mas na verdade eu entendi que a missão era muito maior”.

    RRJ: Quais mudanças significativas o senhor acompanhou nesses anos de Rádio Rio de Janeiro?

    RV:"Quando eu cheguei aqui [na Rádio Rio de Janeiro] só tinha máquina de escrever, praticamente. Apenas um computador. E o grande salto tecnológico foi a informatização. E conseguimos informatizar tudo, colocar os sistemas... hoje temos dois: o de gestão administrativa e o de gestão de rádio. E mais recentemente a questão das redes sociais (...) E depois, por questões de recursos e administrativas, nós não conseguimos acompanhar a evolução. Agora estamos em um novo esforço quando se trata de equipamentos de estúdio e de redes sociais".

    RRJ:  Comente sobre a evolução tecnológica em Magé. 

     RV: "Quando cheguei era tudo válvula. Os equipamentos eram bastante precários, já muito cansados, e chegou uma hora que não era mais possível [utilizar a válvula];  Danificavam toda hora, as válvulas eram caríssimas, tinham que ser importadas e eram duas por ano. Então, houve a necessidade de transformar o parque com transmissores atualizados, chamado "transmissor sólido". Compramos um transmissor reserva de boa qualidade e o colocamos imediatamente no ar. Depois, começamos uma grande campanha para buscar um transmissor de 50 quilowatts, que é a nossa potência. Assim, conseguimos comprar o atual transmissor que, para se ter uma ideia, tem mais de 2,5 mil no mundo. Na época, aqui no Rio de Janeiro, nós tínhamos o melhor transmissor da área". 

    RRJ: -Quais são os próximos passos? 

    RV: "Lá fora já foi dito: o futuro do rádio AM é a internet. Ainda não existiam as redes sociais. E agora, estamos vendo que a internet, com as redes sociais, e o que vem por aí, é o grande caminho. O público é mais jovem, o grau de exigência é mais dinâmico, com mensagens mais curtas. Na nova visão, não cabe mais um "programa de falação", a dinâmica é outra. Serão programas mais curtos, mas com mensagens mais objetivas, com mais interações dos nossos ouvintes mandando sua pergunta, seu questionamento (...) Então, o que nos espera é um investimento bastante grande e foco nas redes sociais. E no rádio AM, a tendência é ir reduzindo. Em questões tecnológicas, o rádio tem pouco alcance. E planejamento não falta, falta implementação e recursos para que possamos chegar lá". 

    RRJ: - Como foi presenciar os últimos momentos de Gerson antes de retornar à pátria espiritual? 

    RV: "O Gerson não era só o chefe, era o amigo, o irmão. E ele tinha uma consideração muito grande por mim, pela minha esposa. Tive algumas oportunidades de vê-lo no hospital. Depois de passar pela cirurgia, a visita já havia encerrado e não podia entrar. Ao conversar com a enfermeira, ela pediu autorização e eu pude ver o Gerson se recuperando da cirurgia. Ali não era mais o amigo, era o irmão e companheiro espírita. Eu percebi, pela minha mediunidade, que estava tudo bem. Eu pude tranquilizar a família naquele momento. Mas ninguém esperava que, depois de bem recuperado, ele teria uma infecção que, logo em seguida, evoluiu. Aí, ele começou a se preparar para partir. Esse momento do acompanhamento foi muito difícil, mesmo com toda a crença e toda a fé que nós temos, sabendo que ia acontecer. E uma das coisas que ele falou para a gente foi "Eu não volto mais. “Eu trabalhei até o último dia”.  “E realmente”. 

    RRJ: Fale sobre a missão de assumir a função de presidente da Emissora…

    RV:"Internamente, a dificuldade de qualquer gestor é que tem uma equipe que tem um líder e, de repente, você assume aquela chefia e não tem o carisma daquele chefe, a experiência dele na Rádio, e não tem o tato para lidar com aquelas pessoas que ele tinha. Na área de administração, embora eu tenha trabalhado com gestão de negócios e outras áreas, eu fui da logística, típica de bastidor. Você trabalha para alguém, lá na frente, aparecer. Então, pessoalmente, foi um desafio nesse sentido, sabendo das minhas limitações, já que eu não tinha tempo para me dedicar como o Gerson tinha. A integração dos diretores também demorou. Mas conseguimos, sempre com o auxílio dos psicólogos (risos). Hoje temos uma gestão participativa, mas ela foi construída com muito suor e algumas lágrimas. Não foi fácil, mas, graças a Deus, nunca estivemos sós. A espiritualidade atua”.

    RRJ: O que a Rádio Rio de Janeiro representa na sua vida? 

    RV:“Vou voltar no tempo. Eu me inscrevi no vestibular para o curso de administração. Na época eu era católico e fui à igreja e orei. Em termos de carreira e de vida eu estava tranquilo. Eu queria começar outra coisa. Mas para que eu iria estudar administração? O que eu pedi ali na minha oração era para ser útil na minha área. Passei, fiz faculdade e, de certa forma, quando cheguei à Rádio, eu voltei lá atrás. Falei "é aqui". Então, aqui é uma realização pessoal e profissional. Sinto que estou devolvendo tudo que eu recebi”.

    RRJ: Como o Sr. enxerga a Rádio Rio de Janeiro daqui a 50 anos? 

    RV:"O que eu imagino é que, com essa interatividade que estamos buscando, com essas novas mídias que já existem e as que virão, vamos estar num patamar muito importante. O mais importante aqui, na nossa Rádio, é o produto e o serviço. O nosso produto e serviço são diferenciados. Cada emissora tem a sua característica, mas a nossa rádio tem um produto que ninguém tem: o produto e o serviço são a divulgação da fé cristã-espírita. Eu sempre faço questão de ressaltar a fé cristã-espírita porque antes de ser espírita, nós somos cristãos. Porque são três pontos: a ciência, a filosofia e a religião. (...) Hoje trabalhamos muito na questão religiosa e na questão doutrinária. No futuro, até pela modernidade, vamos trabalhar nas três grandes áreas e abranger o cristianismo de uma maneira geral, para todos os cristãos". 

     

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