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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2019
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A manhã do domingo de 7 de abril de 2019 foi especial para os frequentadores do CEJA-Barra (Avenida Gilberto Amado, 311, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro). A escritora e oradora Irvênia Prada esteve na instituição ministrando palestra sobre o tema "Compreenda a alma dos animais: amor, evolução e interação com o homem".

         A Médica Veterinária Irvênia Prada, além de Professora, é membro da Academia Paulista de Medicina, atua no Fórum Nacional e Defesa Animal e integra a AME (Associação Médico-Espírita de SP, Brasil e Exterior). Idealizou e Coordena o MEDVESP (Movimento Cultural de Medicina Veterinária e Espiritualidade) e o NUVET – AME (Núcleo de Medicina Veterinária e Espiritualidade da AME SP). Autora de vários livros sobre a espiritualidade dos animais, é também uma das autoras do livro O Cérebro Triúno que foi objeto de palestra, também no CEJA-Barra, no sábado dia 6.

A professora relacionou suas pesquisas com trechos de obras da literatura espírita, como o Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, No Mundo Maior, Libertação, dentre outros.

Para iniciar sua explanação, era necessário responder a uma primeira questão ­— os animais têm alma? No Livro dos Espíritos, na pergunta 597, Kardec já dá algumas certezas: "Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria? A resposta, curta e taxativa, “sim, e que sobrevive ao corpo”. 

Foram abordados os atributos dos princípios animais, inteligência e instinto (que se encontravam no homem primitivo e estão presentes em todos os seres vivos), além da capacidade de pensar. Nesse caso, nos animais, as ondas são fragmentárias, enquanto que, nos seres humanos, as ondas são curtas, médias e longas e, na angelitude, são raios de ondas supercurtas.

Os animais reencarnam e seguem um ciclo evolutivo, mas não têm livre-arbítrio suficiente para escolher a espécie em que vai reencarnar. Quem faz isso são os seres humanos. 

Dentre todos os animais superiores abaixo do homem, os animais detentores de ideias-fragmento: os cães, os macacos, os gatos, os elefantes, os muares e os equinos têm fragmentos mais dilatados. Os que têm convívio conosco são mais amplamente dotados como de riqueza mental. Os golfinhos também são muito inteligentes e também têm interação muito grande com os seres humanos.

Animais são seres espirituais e nossos companheiros da jornada evolutiva. 

O que diz a ciência acadêmica hoje: os animais são seres senscientes — sentem, têm inteligência, memória, sensibilidade, fazem associação de ideias. Isso vai crescendo em complexidade à medida que evoluímos nas diferentes fases. 

Os animais não existem só para nos servir; eles têm vida própria. Podem nos auxiliar e nós a eles em sua evolução. Um outro aspecto entre o comportamento dos seres humanos com os animais é a disparidade. Uns cuidam muito bem dos seus, mas assistem vaquejadas, circos com exploração de animais, participam de rodeios e não se dão conta de que os animais estão em estresse agudo causado por eles. É um vácuo ético. É preciso repensar. Assim como em relação aos animais de produção.

         A interessantíssima palestra foi seguida de perguntas e respostas.
Ao final do encontro, os amigos do Instituto Pata Real, que realizam um lindo trabalho de resgate de animais e adoção responsável, foram parceiros do CEJA-Barra nesse movimento de AMOR!!! Foram adotados cinco cães e um gatinho. 

O lucro do evento contribuirá para a construção do Educandário Joanna de Ângelis, um trabalho da Obra Social Mãos Unidas.

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