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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2021

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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Talvez, um dos assuntos mais emblemáticos da doutrina espírita seja o problema da obsessão, porque - decorridos mais dois mil anos da passagem do Cristo pela Terra - ainda não estamos familiarizados com esse assunto, tão reservado, tão contencioso e secreto.

Buscando informações nos dicionários da literatura portuguesa, encontramos a definição da obsessão como sendo mania de perseguição, pressão de uma mente sobre a outra, casos ligados a vidas passadas, em que as vítimas voltam para cobrar débitos da retaguarda. Li muitos livros sobre obsessão, todos eles confirmando as versões dos dicionários, até que, ao folhear um livro do professor Herculano Pires sobre o assunto, no capítulo obsessão, estava escrito: obsessão, "simbiose espiritual". Associação de hábitos, desejos e paixões, ou seja: parceria. Então na realidade, fazemos parceria com espíritos inferiores e nos ligamos a eles através de vícios, desejos e paixões.

Existe um ditado chinês, do sábio Fo Hi, que diz o seguinte: “Ninguém poderá lhe fazer mal se você não quiser”, ou seja, se você não estiver acumpliciado com erros da retaguarda da vida essa ligação simbiótica que une duas mentes desarvoradas, sempre agrada uma das partes ou as duas, as vezes por longo tempo, e só mesmo a conscientização das partes, pode encerrar o ciclo de pressão e constrangimento que infelicita famílias inteiras. 

As obsessões começam com perturbações intermitentes, em que a vítima se sente incomodada com alguma coisa, sem saber exatamente o que é, até que o obsessor se apresenta incisivo, participando da vida da vítima, culminando com a subjugação, que é o processo mais cruel, pois a vítima deixa de pensar por ele, e o obsessor toma as rédeas do cavalo e passa a dar as ordens que lhe interessam mais de perto.

Alguns filósofos e pensadores, afirmam que os obsessores preferem os médiuns, ou seja, que apresenta rudimentos de mediunidade, mas, na verdade, os obsessores procuram pessoas atormentadas pelos erros, pelos deslizes morais, exatamente como eles são, para iniciar um processo de obsessão. Temos que admitir que a mediunidade facilita a vida do obsessor, porque o médium terá mais facilidade de entrar em comunicação com as obsessões e vice-versa, mas, se o médium for ético, caridoso e cumpridor de seus deveres, dificilmente será importunado por obsessores.

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