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Artigo do Jornal: Jornal Março 2014

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Posso iniciar dizendo que, no caso das Casas Espíritas, é preciso estudar o Magnetismo para que ele seja bem utilizado, tanto nas atividades de atendimento, socorro e cura, como nas de desobsessão, na magnetização das águas, nos chamados passes coletivos, e até mesmo no melhor desenvolvimento das atividades mediúnicas e de pesquisas.

Normalmente não são necessários muitos motivos para se estudar alguma ciência, ainda mais quando, no nosso caso, parece ser muito evidente sua imperiosa precisão. Então por que perguntar isso sobre o Magnetismo?

Desde que o então chamado Magnetismo Animal surgiu, especialmente nos tempos modernos, ele foi apresentado à humanidade como uma ciência. Por isso mesmo deve ser estudado, pesquisado, experimentado e, dentro da relatividade que tudo afeta, mantido em estado de constante progresso. Mas se é pra responder à questão do título, analisemos a questão.

Na pergunta parece estar embutido que essa ciência não vem recebendo a consideração de estudo que deveria estar presente em sua essência. Sendo assim, fica claro que se pretende saber a ou as razões pelas quais ela está um tanto quanto de escanteio.

Outro fator deve dizer respeito ao fato de que, em tese, quem deveria fazer de seu estudo um verdadeiro apostolado parece não estar percebendo essa imperiosidade.

E outro ponto, não menos importante, é o fato de que se têm usado, de forma pouco criteriosa, partes dessa ciência sem que se tenha noção do que deveria ser ou não ser feito.

Recebo diariamente um alto volume de correspondências e nelas há questionamentos extremamente básicos, em que os missivistas afirmam que não têm encontrado respostas junto aos círculos que frequentam ou, quando muito, ouvem simplismos que não explicam nem resolvem os problemas que deveriam ser bem encaminhados - quando são aplicados os recursos dessa mesma ciência.

Vou exemplificar: uma pessoa me perguntou por que não pode aplicar passes nalguns pontos ou partes do corpo de um paciente, pois lhe disseram que isso atrapalharia a ação bondosa dos Espíritos. Então perguntamos: de onde vem essa informação? Exatamente do que chamo de simplismo: “os Espíritos resolvem tudo” é o que dizem os orientadores. E se esquecem de dizer que os Espíritos precisam de “bons instrumentos”, ou seja, de magnetizadores hábeis e com ciência e consciência do que fazem ou devem fazer. Pois se tudo fosse apenas deixar a tarefa aos Espíritos, duas questões incômodas surgem: 1- Para que então eles precisam de mim? 2- Se eles fazem tudo, então por que não fazem? Na falta de explicações no mínimo razoáveis, logo se passa a culpa aos que deveriam ser os beneficiários do magnetismo dizendo-os “sem merecimento”, “sem fé”, “sem condições morais” ou simplesmente porque “a hora de Deus não é nossa”.

E se a questão for mais grave e pedir providências mais específicas – como os casos de problemas com afetação no sistema nervoso, enfermidades degenerativas, cânceres em metástases, depressão crônica e/ou profunda, síndromes sem terapêuticas definidas – então se recorre ao aval reencarnatório como tentativa de explicação ou apenas lei de reajuste, esquecendo-se que Deus é, acima de tudo, sabedoria, bondade e amor.

Mas não precisamos ir tão longe. Basta um paciente ter uma dor crônica, sobre a qual as medicinas parecem não repercutir positivamente no alívio, e nós nos descobrimos igualmente de mãos atadas, quando dispomos, já há mais de 200 anos, de ricas informações de alguns magnetizadores clássicos que, à época, desfilavam várias hipóteses e técnicas que resolviam problemas semelhantes e o faziam de forma relativamente simples e em poucas sessões, sem ingestão de nenhum tipo de medicamento por parte de assistido. A propósito, o “sábio” Deleuze, assim chamado por Allan Kardec, tem em um de seus livros (*) todo um conjunto de técnicas para atender eficientemente esse tipo de problema e outros.

Então, voltamos ao título: por que estudar o Magnetismo? Simplesmente porque estamos perdendo muito por desprezá-lo; estamos sem saber como aproveitar bem essa grandiosa bênção que Deus nos ofereceu e pela qual nos cobra tão pouco; porque não nos perdoaremos a nós mesmos quando precisarmos dessa inestimável ajuda e simplesmente não tivermos como nem onde buscá-la.

Se o próprio Codificador do Espiritismo nos disse que precisamos dessa alavanca (o Magnetismo) para com ela multiplicar os efeitos do Bem que o Consolador nos propõe realizar, fica bem evidente que esse estudo já está mais do que passando da hora de ser efetivado e aprofundado. Realizemo-lo, pois!

 

(*) Instruções Práticas Sobre o Magnetismo, de Joseph Philippe François DELEUZE, publicado no Brasil por Editora Vida & Saber (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

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