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Escrito por: Djalma Santos
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Ao reencarnar, o espírito já trás consigo estabelecido um programa de luta e experiências, que certamente poderá ser alterado durante a caminhada, de acordo com o uso de seu livre arbítrio e com os recursos amealhados durante a existência anterior e a presente. A aparelhagem orgânica representada pelo corpo físico, precisa ser preservada a fim de evitar o desgaste ou mutilamentos que possam dificultar a função precípua do corpo somático, que é a de dar sustentação ao espírito imortal, esse andarilho do infinito.

Em cada existência, o espírito necessita de uma quota bastante longa de tempo para realizar seu período de aprendizagem evolutiva e deve aproveitar todos os minutos, horas e dias para aperfeiçoar seus conhecimentos, assim como, desvencilhar-se das más tendências e maus pendores, haurindo aos poucos as virtudes de Deus, que o levarão ao poço da iluminação espiritual. Do mesmo modo, quando desencarnamos, mesmo não podendo fugir ao destino pessoal de cada um, construindo pessoalmente através de múltiplas experiências, é computado tudo o que é vivido e plasmado nas entranhas do coração que, de alguma forma, é o órgão físico mais sensível, retratando com precisão as emoções experimentadas pelo espírito.

O ser humano desleixado e precipitado, geralmente desrespeita as leis divinas que regem a vida cósmica, gerando a curto ou longo prazo, seu próprio carma, estabelecendo limites na lei de ação e reação, que será ativa automaticamente todas às vezes que se fizer necessária, obrigando ao espírito que se entregou à intemperança mental a se corrigir dos seus erros, endireitando suas veredas e seus caminhos, fugindo da conduta arbitrária a que se entregou.

A imprevidência e a irresponsabilidade provocam acidentes, homicídios, intoxicações, assim como, desastres de todos os tipos, que vão se incorporando ao patrimônio cármico do infrator, atordoando a mente humana que, cada vez mais, se afasta da mente divina, sua criadora e orientadora de seus passos na romagem terrena. O combate aos maus pendores e às más tendências deve constituir um código de honra para o espírito imortal, esse viajo r incansável da eternidade que deve carregar sua cruz com coragem e determinação, sem se esmorecer diante dos obstáculos, agindo sempre com lucidez, fé e esperança, aceitando com paciência os reveses normais por que todos passam.

O comportamento pessimista e negativo provoca atitude agressiva, assim como fixação de idéias tormentosas que podem levar o espírito ao desespero e a loucura, assim como idéias altruísticas, limpa nosso cosmo orgânico e espiritual, lavando nossa alma e enriquecendo nossas atividades no campo da carne e do espírito.

 

Publicado no Jornal Correio Espírita

edição 58/ Abril 2010

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