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Escrito por: Adésio Alves Machado
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É muito comum ouvirmos reclamações dos irmãos em humanidade sobre tudo o quanto acontece na face da Terra, na vida relacional, principalmente. Podemos considerar como procedimento normal? Cremos que não.

O homem reclama quando tem e quando não tem; quando chove e quando não chove, o mesmo acontecendo com o calor. Se está desempregado reclama, mas, após empregar-se, algum tempo inicia toda uma insatisfação por estar ganhando pouco. Não sabia, ao empregar-se, qual o salário que receberia?

Em verdade, os anseios do homem são insaciáveis, com suas raras exceções. O fim de algo alcançado serve de trampolim para outros desejos. É o que acontece, normalmente, sem que tal anseio seja percebido pelo que o acalenta.

De um modo geral, a criatura humana não está satisfeita com o que tem, e a sua primeira atitude é reclamar contra Deus, como se ele fosse o culpado por tudo de ruim. Mas, de bom, não! De bom ele, o reclamante, fez por merecer.

Vive-se uma avassaladora onde de violência, intempéries deixando marcas terríveis de devastação, incompreensões várias quando a criatura aspira por uma convivência pacífica e fraternal onde possa reinar a harmonia de todas as forças, sejam humanas ou telúricas.

Sofre-se porque a saúde está em clima de desarmonia e a longevidade existencial tão ambicionada de permanência na Terra, começa a dar demonstração de estar chegando ao fim. E o ser humano quer tanto permanecer ao lado dos que ama, conviver com eles para sempre, gozar-lhe a companhia!

Devemos convir, no entanto, que a vida na carne não carrega apenas dificuldades múltiplas como flagelos, pestes, epidemias infelicitadoras, crimes, todo tipo de violência, toda ação do sexo em desalinho, todo tipo de falcatrua, corrupção... A vida na carne se expressa como imenso palco onde os artistas, nós, artistas estamos diante de um imenso campo de experiências e onde cada Espírito tem o dever de lutar pelo seu aperfeiçoamento moral-espiritual, tendo o compromisso com seu próximo, buscando socorrê-lo no dia-a-dia.

Precisamos nos integrar à beleza da Natureza e assim vermos e compreendermos que todas as dificuldades existentes neste planeta estão de conformidade com as nossas necessidades.
Importa considerarmos estes detalhes aqui assinalados, para percebermos que as reclamações são sem propósito, são registros de impaciência, inconformidade e também de insubordinação às leis de Deus, sem conexão com outro motivo qualquer.

Toda a Natureza fala do amor de Deus por todos nós. Ele criou a Terra e entregou-a à nossa responsabilidade. Que cada um faça a sua parte, sem reclamações.
Não nos damos conta mas vamos nos aperfeiçoando nessa vida, dela colhendo importantes lições que nos levarão ao progresso. Desta forma, não vamos condenar a nossa habitação. Não ignoremos as possibilidades que o mundo oferece, sempre visando a nossa mudança, nossa iluminação espiritual que nos afastará, amanhã, das dificuldades.

Aprendamos a valorizar o mundo e cuidemos de tudo o que significa sua capa: os animais, os vegetais, os rios, os mares, as florestas, as praias, o ar, as geleiras, o calor do sol e passemos a bendizer os esforços de todos os que nos antecederam aperfeiçoando-o para que o encontrássemos como agora o temos.

Para chegarmos ao Pai Criador, naveguemos por este mar imenso que é o Universo, no dorso deste planeta, cuja finalidade é direcionar-nos para alcançarmos o nosso mais recôndito mundo interior. Descobrirmo-nos é o primeiro passo; o segundo virá naturalmente - o encontro com o Pai.

Deus está alojado em nós e o aprendizado que nos leva a descobri-Lo é concedido pela vida planetária, com todas as suas inúmeras dificuldades e diferenças, mas cujo objetivo é retirar das nossas reencarnações as vagas imensas da insensatez espiritual, transformando-as em leitos de estrelas cujo brilho se projetará sobre nós.
Vamos amar e respeitar nosso lugar de nascença e vida dado pelo Criador. A Terra é o campo que nos acalentará, caso trabalhemos afanosamente em prol da mudança quanto ao modo de ver e de sentir a existência.

Ninguém é igual a nós, as diferenças são flagrantes e a alteridade pede, exige de nós todos os esforços no sentido de aceitarmos o próximo como ele é, a vida como se apresenta, sem deixar de lutar para que melhore, usando os mais legítimos direitos e obrigações morais.

Reclamar, nunca! Aceitar, sempre!

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