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Escrito por: Francisco Rebouças
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É através do estudo sério da doutrina espírita, que ficamos conhecendo a verdadeira razão para entender, por que motivo, ninguém deve se habilitar a receber auxílio sem a mesma presteza em prestá-lo a quem dele se faça necessitado. Encontramos nas importantes e variadas obras da codificação, e ainda em inúmeras outras de elevado cunho moral doutrinário à nossa inteira disposição, informações preciosas de como tudo acontece á nossa volta, isto é, como tudo se fundamenta nas palavras do Mestre de Nazaré quando nos afirmou "a cada um segundo as suas obras".

Precisamos entender em definitivo que todo o mal por nós praticado, conscientemente provoca inevitavelmente de algum modo lesão em nossa consciência, e se fará fazer sentir em forma de distúrbio em nosso organismo fisiológico mais cedo ou mais tarde. Em qualquer parte do universo em que nos situarmos, estaremos submetidos à mesma Lei de amor e justiça, e como espíritos em processo evolutivo em busca da perfeição relativa à que estamos destinados, precisamos nos associar aos promotores do bem e da paz no universo infinito, unindo nossos parcos recursos aos inúmeros colocados ao nosso inteiro dispor pela Soberana sabedoria do Universo.

O estudo dos postulados espíritas, muito nos ajudarão a clarear a razão, e nos assistirão no esforço individual esclarecendo-nos de que forma melhor poderemos contribuir para o perfeito equilíbrio dos princípios superiores elaborados por Deus para o modo de viver de cada individualidade, fazendo-nos entender que a justiça sendo instituição divina, começa exatamente em nós mesmos, e que, a evolução para a perfeição é uma viagem longa e difícil, onde o bem nos faculta passagens menos complicadas, e o mal nos interdita certos trechos da mesma estrada, o que nos obriga a paradas obrigatórias ou a contornos longos e acidentados.

Dessa forma, como espíritas que nos dizemos ser, busquemos nos ensinos dos Espíritos Superiores, contidos na codificação de nossa doutrina os necessários recursos para que melhor possamos nos apresentar ao Divino Amigo de todos nós, Jesus de Nazaré, para por nossa vez contribuir de forma positiva na tarefa que ELE confiou a cada um de nós, na construção de uma sociedade mais humana, decente e cristã, conforme segue:

 

Os bons espíritas

"Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as consequências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? À alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.

Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.

Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.

Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade" ¹

Muita paz.

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1) E.S.E. Cap. XVII, Sede Perfeitos, item 4.

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