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"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão consolados". Jesus (Mateus, 5:6).

O versículo acima é um dos mais importantes do Sermão do Monte. Com efeito, uma das condições essenciais à vida do homem de bem é ter "fome e sede de justiça".

Todo aquele que segue os ensinamentos de Jesus são conclamados a buscar  o Reino de Deus e a sua justiça. Diz Jesus que o reino dos céus é um tesouro de valor incalculável que deve ser buscado acima de tudo, e que é obtido quando renunciamos a tudo  que nos impede de ser parte dele.

O  Reino de Deus, que se encontra em nós, deve ser uma busca incessante em nossas vidas. Não o encontraremos em nosso exterior, mas sim, simbolizado pelo nosso coração, e  se manifesta pela presença do espírito em nós. Com a ajuda dos Espíritos Superiores, mentores, protetores e instrutores, cada um de nós deve procurar obedecer aos mandamentos de Jesus, ter a sua justiça, e  devemos, sobretudo, demonstrar amor para com nossos semelhantes. Esse amor é a  verdadeira justiça de Deus.

A fome e a sede a que se refere Jesus é vista também em Moisés (Êx 33.13,18), em Davi (Sl 42.1,2; 63.1,2) e no apóstolo Paulo (Fp 3.8-10). A fome e sede que o ser humano tem é, em essência, a fome  e sede de amor e de compreensão, a fome  e sede da Palavra de Deus, a fome  e sede da comunhão com Jesus.

Jesus nos ensina que o verdadeiro alimento não é o alimento do corpo físico, mas, o alimento da alma, o pão espiritual, a  alegria e conforto que proporcionamos  para as dores dos nossos irmãos, para os que choram, para os tristes, para os que sofrem perseguições por causa da justiça. Ele nos afirma categoricamente que todos os que sofrem logo mais receberão o quinhão do pão, da paz e da vitória. Ele mesmo afirmou - "Eu sou o pão da vida" e acrescentou "neste mundo haverá sempre perseguição por causa da Verdade". E mais tarde afirma que "Eu sou o Caminho , a Verdade e a Vida". Neste aspecto fica evidenciado que neste mundo nada nos pertence. Tudo que temos devemos a Deus. De que adianta nos alimentarmos de sentimentos de vaidade, orgulho e ambição, se nada temos? Nós os filhos e filhas de Deus nos deixamos enganar pelas riquezas materiais (Mc 4,19) e pelos prazeres do mundo (Lc 8.14).

O Homem buscando os prazeres gerados na insensatez, ganhos desonestos, triunfos  em detrimento dos outros, acúmulo de tesouros obtidos com a miséria alheia, desperdiçando e abusando de bens quando tantos estão na miséria, só poderia ter , em sua vida os efeitos de prantos, angústias e solidão. E, então clama por justiça, e  mais das vezes acredita que Deus lhe seja injusto.

O Consolador Prometido, a extraordinária Doutrina dos Espíritos nos ensina que a justiça consiste no respeito aos direitos dos outros (LE, Cap. XI, Q.875 e 875a e Q. 876. Diz a Doutrina Espírita que existem duas Leis. A Lei Humana e a Lei Natural. Sabemos que a Lei Natural está gravada em nossa consciência. Esta é a lei a que se refere Jesus.

Certamente o direito definido pelos homens nem sempre está conforme a justiça definida pela Lei Natural e ademais que definem apenas algumas das relações sociais. Em nossa vida diária existem uma infinidade atos e ações que , em última instância, dependem de nosso livre arbítrio e de nosso estado consciencial. É o que os espíritos Superiores chamam de Tribunal da Consciência. E nada como ter uma consciência tranqüila e estar em paz com Deus e Jesus.

Jesus é um Pacificador. Jesus sempre resolveu os conflitos de interesses das pessoas de sua época com eqüidade, atuando de forma pacífica , conciliatória, sem pré-julgamentos, ou julgamentos tendenciosos. Jesus é o modelo de aplicação de verdadeira justiça. A eqüidade utilizada por Jesus equilibrava os interesses de todos os envolvidos e se fundamentava na boa-razão e ética , supria as imperfeições e modificava o rigor das leis dos homens de sua época e de épocas vindouras , tornando-as mais benignas e humanas.

O Espírito de Verdade inspirando Kardec nos ensina que o critério da verdadeira justiça é de fato o de querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo... não se quer o próprio mal... devemos sim, desejar ao próximo o bem. Essa é a essência da religião cristã. O nosso direito pessoal é o direito do próximo. Agir assim é agir de conformidade com Jesus . É agir com equidade. Sejamos pois, pacificadores como Jesus o é. Que nossas decisões sejam as mais justas e equânimes e assim atingiremos a verdadeira felicidade e encontraremos , em nós , o reino dos céus. Saciemos , pois, com nossas ações e exemplos a fome e sede de justiça de nosso próximo, encaminhando-o para Jesus, como guia e modelo para a humanidade.

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