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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2019

Sobre o autor

Sônia Hoffman

Sônia Hoffman

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Os Amigos Espirituais aconselham a quem pretenda fazer uma palestra pública a buscar, antes da sua fala, a inspiração dos Bons Espíritos pelos recursos da prece. Outras conveniências remetem para o desenvolvimento de atitudes salutares pelo palestrante, as quais podem ser complementadas e enriquecidas por algumas sugestões e estratégias de acessibilidades, a fim de a apresentação do consolo, da orientação e do esclarecimento doutrinário tornarem-se o mais includentes possíveis.

Uma ação excludente do palestrante, ou orador, é o esquecimento das carências e das condições da comunidade a que se dirige, pois todos os participantes do auditório são necessitados de compreensão, tanto quanto quem se propõe ao desenvolvimento da tarefa espírita.

O preparo do conteúdo e da apresentação do estudo, por tal motivo, precisa necessariamente respeitar as necessidades do público. Então, já na aceitação do convite como orador, é aconselhável a indagação sobre a frequência na instituição de pessoa com deficiência/diferença marcante. O conhecimento de qual a sua peculiaridade e o cuidado no procedimento a ser adotado representam outras prudências a serem consideradas.

Caso surja naquela oportunidade um novo frequentador com alguma tipificação diferenciada, é sempre importante que a instituição já esteja previamente preparada para a apresentação de alternativa viável, seja pelo apoio ao orador como acompanhamento e assistência ao frequentador.

Utilização da simplicidade de oratória é sempre aconselhável, sem a adoção de frases inúteis ou de difícil compreensão. Se uma palavra ou expressão não pode ser evitada, é importante reforçar a ideia com associação de sinônimos mais fáceis ou expressões simplificadas.

O pronunciamento inicial de algumas palavras sem o uso do microfone auxilia bastante o assistente com deficiência visual, cego ou com baixa visão, na identificação do local exato em que o orador se encontra posicionado. Este procedimento evita constrangimentos ou dúvidas, pois a tendência da pessoa é de direcionar a cabeça para a fonte sonora (no caso, a caixa de som ou amplificador).

O exagero na circulação ou deslocamentos constantes não são apreciados, porque a movimentação frequente pode dispersar a concentração e atenção especialmente quando o orador não fica identificado ou sai do campo de visibilidade das pessoas do auditório. Talvez o comprometimento de alguém na plateia seja de ordem motora, dificultando o acompanhamento

devido a alguma limitação de sua flexibilidade ou coordenação de cabeça e tronco. Neste sentido, o desconforto e até mesmo dor podem ser ocasionados, gerando-se mal-estar.

‘As pessoas com baixa audição ou surdas serão favorecidas, se o orador fizer o uso do microfone preferencialmente de modo a possibilitar a visualização da sua fisionomia e dos lábios. Com isto, elas poderão fazer a leitura labial e acompanhar a expressão facial, a qual oferece alguns indicativos de intensidade ou outros sentimentos importantes na comunicação. Esta atitude, no entanto, não retira a necessidade da adoção do recurso do tradutor e intérprete de língua de sinal, situado com preferência ao lado ou próximo ao palestrante.

Se for feita Projeção de slides ou filmes, a técnica da audiodescrição das imagens não deve ser esquecida para que pessoas com deficiência visual ou com dificuldade interpretativa não sejam prejudicadas. É importante que as imagens sejam significativas e não simplesmente bonitas, de fácil interpretação, bem contrastadas e não apresentem demasiada quantidade de cores para quem se encontra no espectro do autismo, da baixa visão ou deficiência mental não se disperse. O uso de legendas com letras ampliadas e fonte nítida contribui para a boa compreensão pelas pessoas surdas, com alteração visual ou mental.

Muitas outras estratégias podem ser utilizadas ou desenvolvidas com eficácia e criatividade. O essencial é que o orador tenha presente a importância de sua tarefa como mediador doutrinário e desenvolver sua preocupação empática com seu público, atendendo adequadamente ao preceito "ide e evangelizai todas as gentes".

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