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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2019
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Todos os que vivem em um orbe como a Terra devem se esforçar sempre para cumprir a importante recomendação de Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (1). Realmente, habitando em um mundo de provas e expiações, os seres espirituais ainda vibram desarmonicamente, revelando uma frequência inferior e estando mais suscetíveis a procedimentos equivocados.

Muitas doenças são resultantes de atos inconsequentes, como práticas nocivas no campo da sexualidade, condutas gastronômicas desacertadas, mau estilo de vida, tudo isso já sendo apontado à mancheia pela ciência.

Em relação às enfermidades venéreas, é imperioso apontar que as práticas sexuais se intensificaram, devido a vários fatores, favorecendo o contágio de doenças e incrementando, não somente o recrudescimento de algumas delas, como igualmente o surgimento de outras mais graves.

O começo cada vez mais precoce do relacionamento libidinoso, acrescido de maior liberalidade, com a grande variedade de parceiros, o desconhecimento dos riscos inerentes às desregradas práticas sexuais e o relacionamento carnal, entrando, profundamente, no mercado de consumo, permitiram maior disseminação das moléstias sexualmente transmissíveis.

As relações sexuais promíscuas propiciam que aglomerados de bactérias e vírus próprios de outros locais do organismo venham se adaptando, em curto prazo, a ecossistemas diferentes de sua colonização original, como, por exemplo, no aparelho geniturinário. Na sodomia homo ou heterossexual, desprotegida, os agentes infecciosos da flora intestinal têm acesso às mucosas do ânus e da uretra, permitindo a eclosão de determinadas doenças, como a uretroprostatite crônica, principalmente a causada pelo Streptococcus faecalis.

As doenças essencialmente transmitidas por contaminação sexual (DST) são: sífilis, blenorragia, cancro mole, linfogranuloma venéreo e papiloma vírus humano. As frequentemente relacionadas à esfera do sexo são: donovanose, uretrite não-gonocócica, herpes simples genital, condiloma acuminado, hepatite tipo B e candidíase.

Em relação às hepatites importante frisar que a A está arrolada às doenças sexuais, transmitida por via oral-fecal, podendo infectar pessoa susceptível (não vacinada ou que nunca tenha tido contato com hepatite). A hepatite B é disseminada, principalmente, pela transmissão sexual entre jovens, sendo, atualmente, reconhecida como importante doença sexualmente transmissível. O vírus é encontrado no sangue infectado e em fluidos do corpo, como o seminal, salivar e o vaginal. Isso acontece porque o vírus atinge concentrações muito altas em secreções sexuais. Por evidências epidemiológicas e virológicas, acredita-se que a hepatite C possa ter disseminação sexual em alguns casos, principalmente em locais de promiscuidade e na ocorrência de muitos parceiros.

A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença causada pelo retrovírus HIV (sigla utilizada para o vírus da imunodeficiência humana) e que tem por principal característica o efeito danoso causado ao sistema imunológico do paciente, acarretando também acometimento de gestantes e aumento dos casos na área pediátrica. São três as formas de transmissão da doença: 1) por via sexual (homossexual, heterossexual e bissexual); 2) por exposição parenteral ou de mucosas a sangue e seus derivados, instrumentos e tecidos contaminados pelo vírus; 3) por transmissão vertical, de mãe para o feto e recém-nascido.

Todas as doenças sexualmente transmitidas favorecem o aparecimento da AIDS, facilitando, pela formação das soluções de continuidade, a penetração do vírus HIV. É importante que todas as pessoas se conscientizem da necessidade do uso harmonioso das funções sexuais, amparadas na responsabilidade e no comedimento, sabendo, de antemão, que a semeadura de ventos acarreta a colheita de tempestades. O mau uso das faculdades sexuais leva, certamente, pela lei de causa e efeito, a consequências infelizes, com repercussões bem negativas para o corpo espiritual e físico.

Portanto, as pessoas sofrem as consequências do mau proceder, praticando sexo sem racionalidade e humanismo, utilizando-se de muitos parceiros e favorecendo a disseminação de microrganismos para as vias genitais e urinárias, vindos de outros locais do organismo físico, onde já estavam bem adaptados. Ao mesmo tempo, o sexo promíscuo amplia o número de pessoas expostas às doenças sexualmente transmitidas. As cepas, tornando-se resistentes aos antibióticos, prolongam o tempo de duração das doenças e proporcionam, através dos doentes desregrados, maiores chances de contágio.

Condutas gastronômicas desacertadas

Pesquisas científicas mais recentes revelam que cerca de 60% das doenças humanas, surgidas há pouco tempo, se originam de outras espécies animais. Vírus mutantes, encontrados no sangue de aves e de mamíferos, penetram no corpo humano desprovido de defesas naturais, causando doenças.

Essencial frisar o que está acontecendo, na Ásia, com a eclosão de novas e importantes moléstias, surgindo, certamente, em consequência da conduta gastronômica equivocada de seus habitantes, desde que, nos mercados de lá, principalmente os da China, são vendidos quaisquer bichos para a alimentação, podendo ser encontrados mamíferos, répteis, batráquios e até mesmo insetos. É inacreditável, comem de tudo, inclusive cães, gatos, escorpiões, cobras e enguias.

Doenças ligadas ao mau estilo de vida

É imperioso que as pessoas mudem seus péssimos hábitos de vida, porquanto várias doenças podem surgir, ressaltando a obesidade, o diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol elevado, a desnutrição, as doenças degenerativas e a obstipação.

O sedentarismo, o estresse, a alimentação inadequada, os vícios, levam às doenças circulatórias potencialmente fatais, como o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio.

A falta de exercícios físicos, proporcionando a inibição da produção de endorfina, neurotransmissor que oferece uma sensação relaxante e de bem-estar, é responsável pela intensificação de um distúrbio de saúde mental, denominado de transtorno de ansiedade, prejudicando demais o paciente em suas atividades diárias.

O que ensina a Doutrina Espírita

A Doutrina Espírita enfatiza que Deus dá a medida daquilo de que o indivíduo necessita. “A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz — basta, evitaria a maior parte dos males (3).

Importante a mensagem do Espírito Protetor Jorge, enfatizando a necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e enfermidades, influi de maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne. Fala, ainda, que para que essa prisioneira viva se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte.

A entidade espiritual relata que o Espiritismo demonstra as relações que existem entre o corpo e a alma e diz que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Depois afirma, com muita propriedade: “Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica é desatender a lei de Deus” (4).

O ensino espírita é rico em ensinamentos acerca da importância de o ser encarnado tratar bem do seu organismo físico, veículo importante da grande viagem que o Espírito realiza interiormente, descobrindo paulatinamente a divindade dentro de si, desabrochando as potencialidades da perfectibilidade. O corpo físico é o instrumento passivo da alma. A exteriorização das faculdades do Espírito depende de um corpo sadio (“Mens sana in corpore sano”).

Peça chave na promoção de qualidade de vida, na presente existência física, é ter hábitos alimentares adequados, em conjunto com um estilo de vida saudável, proporcionando ao espírito encarnado uma boa perspectiva de sucesso na sua trajetória evolutiva, evitando a possibilidade de uma desencarnação prematura (suicídio inconsciente), como igualmente lhe oferecendo ajuda considerável diante dos embates da provação e da expiação.

Trata-se de importantíssima conduta, para o viajor terreno, cuidar bem do seu arcabouço orgânico e espiritual. O excelso Mestre Jesus enfatizou que onde estiver o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração (5).

Que tenhamos a vontade de canalizar nossos pensamentos e a nossa vontade no sentido do nosso aperfeiçoamento espiritual, sabendo que dependemos da arena física para esse abençoado desiderato. Portanto, cuidando bem do corpo que é o tesouro que o Pai Amado nos concede, estaremos bem sintonizados com o nosso coração, a essência espiritual, imortal, criada por Deus para ser herdeira do Infinito.

Bibliografia:
Evangelho Segundo Mateus, cap. 26: versículo 41.
O Livro dos Espíritos, questão 633;
Idem, Introdução;
O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 11;
O Evangelho segundo Mateus, cap. VI, versículo 21.

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