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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2022
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Isso é realmente o que acreditamos possa acontecer a cada virada do nosso calendário... Enchemo-nos de esperanças, de projetos, de promessas, imbuídos dos mais sinceros propósitos, que parecem se iluminar em nossa mente juntamente como os fogos de artifício na noite de 31 de dezembro/1º de janeiro..., mas, em muitos casos, também os nossos propósitos se apagam, ou senão esmorecem, ao raiar do dia, que vai se tornando exatamente igual aos precedentes...

Mas, porque será que isso acontece frequentemente ano após ano? E aí lembramos o comentário de Allan Kardec à q.798 de O Livro dos Espíritos (1) ao afirmar com lucidez que “as ideias não se transformam senão com o tempo, e não subitamente (...)” Realmente, ideias, conceitos, juízos, preconceitos que viraram hábitos e se enraizaram tão profundamente em nossa mente, muitas vezes sequer chamam a nossa atenção para o quanto esses “enraizamentos” nos retêm a caminhada, o progresso intelectual e moral. Por isso, apesar das boas intenções, passado o entusiasmo e a magia daqueles momentos, que não chegaram a nos despertar, voltamos ao estado habitual de acomodação e omissão.

Essa q.798 faz parte do item VI – Influência do Espiritismo no Progresso, na Lei de Progresso, constante das Leis Morais, terceira parte de O Livro dos Espíritos. Porém é preciso compreender o que significa essa influência do Espiritismo no progresso humano: não é porque se tornará professado por toda a humanidade terrena como única doutrina, mas porque marcará uma nova etapa da evolução da criatura, visto que pertence à natureza, e a imortalidade e suas condições e contingências explícitas devem tornar-se do conhecimento geral.

De uma feita que nos entendemos como imortais e com o conhecimento transparente de que o presente age sobre o futuro, assim como este atua sobre o presente, a primeira das contribuições será a de que o materialismo, o apego aos bens e o anseio de aumentá-los cada vez mais, a qualquer custo, só servirão para atravancar ainda mais a nossa caminhada. Sabedores de que a vida é um contínuo ininterrupto, que simplesmente mudamos de dimensão e de condições físicas, certamente prestaremos mais atenção às nossas pretensões e escolhas.

Agora, o mais importante de tudo é que este esclarecimento deverá conduzir ao desaparecimento gradativo dos preconceitos de crenças, de etnias, de gênero, de escolhas sexuais, de discriminações de todo tipo. E, principalmente, definindo que todos estamos submetidos às mesmas leis naturais, que nascemos do mesmo modo, com a mesma fragilidade, que tanto o corpo do rico quanto pobre se desgasta e se destrói e que a nenhum espírito foi delegada superioridade natural nem pelo nascimento nem pela morte (2).

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