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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021
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Professei a crença católica, quando criança, e lembro-me de muitos momentos saudosos, principalmente dos jogos de basquetebol, no Seminário São José, igualmente dos lanches gostosos e da importância que vivenciava por ser o coroinha principal da Igreja São Cosme e Damião, no Andaraí.

Ocorre que “nem tudo são flores”, desde que também surgem outros desafios e que nem tudo na vida acontece como a gente quer. Encontrava-me em plena aula de catecismo e o professor abordava o tema das penas eternas. Não estava mais aquietado, começando a me incomodar o que estava ouvindo, apoquentando-me com os absurdos que ouvia. Aproveitando o gancho concedido, fiz, de súbito, a seguinte pergunta:

– Padre... se após a morte eu for para o céu, mas minha mãe for para o inferno, poderei ser feliz, sabendo que ela está em sofrimento?

O sacerdote fitou-me, com grande expressividade, e se manteve calado durante algum tempo. Eu não podia perceber, à época, que tinha dado um piparote num dos maiores dogmas da Igreja.

O religioso olhava-me surpreso, um pouco desconcertado, sem saber o que falar. Após alguns minutos que me pareceram horas, assim me respondeu:

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