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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021
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Desde há muito tempo, mesmo quando ainda se ensaiava para a vida como princípio inteligente (1), e depois, ainda aos seus primeiros passos como ser inteligente da Criação (2), já com capacidade de discernimento, mais, ou menos, precário, vem o ser humano se desenvolvendo, percorrendo os caminhos mais diversos e vivenciando as mais variadas experiências, elaborando passo a passo, existência a existência, condições e situações de convivência, melhores ou não, tanto no mundo físico quanto no extrafísico.

Logo de início percebeu que não teria condições de sobreviver sozinho e passou a juntar-se a outras criaturas, cada vez em maior número, formando núcleos, grupos, coletividades, onde foi se tornando necessário constituir regras e normas de conduta, leis enfim, em princípio a benefício de todos, visando manter a ordem geral e o respeito entre todos.

Contudo, ao nível de progresso moral em que ainda nos encontrávamos – e lamentavelmente ainda nos encontramos – muito rapidamente os mais fortes, os materialmente mais acumuladores, os intelectualmente mais adiantados e tais outros, colocaram-se à frente, como condutores das pessoas e gerenciadores dos bens produzidos ou “arrebanhados”, tanto de suas próprias coletividades como de outras menos preparadas para resistir e se autoafirmarem.

Foram surgindo assim desigualdades de condições cada vez mais acentuadas, embora muitos os esforços e as lutas para se estabelecer a igualdade de direitos para o homem, consagrada pela lei natural, que assegura que todos estão submetidos às mesmas leis naturais, não havendo ninguém a quem tenha sido concedida superioridade natural, nem pelo nascimento nem pela morte (3); que a desigualdade de aptidões está no grau de experiência e na vontade, que é o livre arbítrio (4). Assim depreende-se que a diversidade das aptidões e conquistas do homem não se relaciona com a natureza íntima de sua criação, mas com o grau de aperfeiçoamento a que tenha chegado como Espírito (5).

Entende-se, consequentemente, que essa questão das igualdades e, sobretudo, das desigualdades sociais não pode ser imputada a Deus – como aliás citado que, quanto às desigualdades das condições sociais, elas são obra do homem e não de Deus (6).

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