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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021
Escrito por: Sonia Hoffmann
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A observação e o estudo atento de toda mensagem do Cristo e da Doutrina Espírita nos proporcionam o entendimento de haver um caráter inclusivo presente nos atos praticados e nas considerações teóricas. Inúmeras são as referências que possibilitam esta constatação. Com a mediunidade ocorre o mesmo, pois os Espíritos utilizam para as devidas manifestações os mais diversos modos e pessoas, independentemente da sua condição, porque, como cita Allan Kardec, eles não se submetem à influência das convenções sociais como nós o fazemos.

Como refere Léon Denis (2004), "[...] Os Espíritos têm suscitado numerosos médiuns em todos os meios, no seio das classes e dos partidos mais diversos e até no fundo dos santuários. Sacerdotes têm recebido as suas instruções e as têm propagado abertamente ou, então, sob o véu do anonimato" (p.37).

As diversas edições da Revista Espírita, publicada por Allan Kardec, também nos confere a oportunidade de afirmar que a mediunidade jamais esteve vinculada à distinção de classe, condição social, financeira, de educação, de gênero ou deficiência. Alguns exemplos podem ser recolhidos nas várias publicações da Revista Espírita e no Livro dos Médiuns.

Com o título de Médium Pintor, a Revista Espírita publicada em novembro de 1858 menciona que um homem residente nos EUA, alfaiate e com reduzida instrução pintava retratos, por influência dos Espíritos, de pessoas já desencarnadas anteriormente à sua vinda da Inglaterra (por ter lá nascido). Ele não as conhecia, mas foram identificadas pelos familiares e parentes das mesmas sem delas terem falado ou tido algum contato com o médium (KARDEC, 1858).

A Revista Espírita editada em novembro de 1859 relata, no artigo Médiuns sem saber, o episódio de o autor ter escrito um poema com diversas ideias espíritas, parecendo terem sido extraídas de O Livro dos Espíritos, sem que este poeta tivesse tido qualquer contato ou leitura sobre o Espiritismo, exemplificando-se, assim, uma manifestação de mediunidade inspirada, inerte ou involuntária (KARDEC, 1859).

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