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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2021
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Os exegetas bíblicos são unânimes ao afirmar que muitas passagens de O Novo Testamento, envolvendo o Cristo, em verdade, são parábolas, isto é, são fatos narrados que não aconteceram, mas possuem interiormente um sublime ensinamento, captado de acordo com o entendimento espiritual de cada leitor, reforçando o que Jesus ensinou: "não deis coisas santas aos cães nem pérolas aos porcos" (1). Portanto, como o indivíduo não tem condições de penetrar na profundidade do ensino, o mesmo foi transmitido de forma velada para que cada ser captasse a mensagem de acordo com a sua condição moral ou intelectual e não houvesse prejuízo espiritual consequente à interpretação errônea do fato evangélico. O saudoso exegeta bíblico, professor Torres Pastorino, esclareceu que “essa forma alegórica e simbólica seria entendida apenas pelos possuidores das "chaves de decifração". Quem conhecia o "segredo do cofre", poderia abri-lo a qualquer momento” (2).

Um exemplo pode ser apontado como o episódio da “figueira estéril”, igualmente, outra alegoria, indicando a desnecessidade de lançar maldição sobre a árvore por parte de Jesus. Em verdade, havia intensa vegetação; contudo, sem a produção de frutos.

O evangelista Marcos relatou que ainda não era tempo de figos (3), isto é, mesmo que as condições sejam adversas, inobstante quais forem o meio e a época, devemos sempre produzir frutos, praticando a caridade, exercendo o amor em ação.

Quantas são as pessoas que encarnam, inundadas de saber, cheias de potencialidades, com inúmeros talentos e falham consideravelmente! Enfim, uma vivência estéril que lhes vincou desarmonias em seu templo espiritual, a partir da soma de seus atos desequilibrantes, levando-os à falência espiritual: “a fonte secou” (4).

O Santuário de Jerusalém em nós

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