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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2021

Sobre o autor

Sônia Hoffman

Sônia Hoffman

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A primeira questão de O Livro dos Espíritos nos apresenta Deus como "a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas." No comentário da pergunta 13, Allan Kardec refere, entre outros atributos, Deus ser soberanamente justo e bom, sendo a sabedoria providencial das leis divinas revelada tanto nas mais pequeninas coisas quanto nas maiores. Essa sabedoria não permite a dúvida nem da Sua Justiça nem da Sua Bondade.

Mais adiante, na questão 115, é indagado se alguns Espíritos foram criados bons e outros maus, nos sendo elucidado que Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes. O esclarecimento e a chegada progressiva à mais pura e eterna felicidade são conquistados por cada um através do conhecimento da verdade. Tal conhecimento acontece passando-se pelas provas existenciais, pois assim pouco a pouco aqueles necessários são adquiridos percorrendo-se as diferentes fases da vida.

Estas fases podem ser entendidas, como é encontrado na questão 132 como a encarnação dos Espíritos, a qual tem por objetivo fazer com que cada um alcance a perfeição vivenciando expiações e provas presentes na existência corporal. A encarnação tem ainda outra finalidade: a colocação do Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da Criação. Esta ação reencarnatória é necessária ao progresso do Universo. Isto reitera a Sabedoria Divina que oportuniza a cada um encontrar um meio de progredir e de se aproximar de Deus. Por admirável lei da Providência, tudo se encadeia e é solidário na Natureza.

Ao longo de O Livro dos Espíritos, temos considerações importantes que identificam a perspectiva inclusiva Divina, tal como ao afirmar que não existe o porquê de humilhações e ações excludentes entre os componentes da humanidade porque há tão somente homens cujos espíritos estão, devido seu livre-arbítrio e quantidade de aprendizagens reencarnatórias aproveitadas, mais ou menos atrasados, todos suscetíveis, porém, de progredir de acordo com a Justiça de Deus. Aquilo não feito em uma existência, o Espírito fará em outra e assim é que ninguém escapa à lei do progresso, sendo cada um recompensado segundo o seu merecimento real e ninguém fica excluído da felicidade suprema, aspirada por todos, sejam quais sejam os obstáculos encontrados no caminho.

Uma civilização completa, conforme a questão 793, pode ser reconhecida pelo seu desenvolvimento moral, tendo sido banidos os vícios que a desonram e quando a fraternidade for vivida na prática da caridade cristã. À medida que a civilização se aperfeiçoa, os males que gerou são cessados existindo menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho; os hábitos são mais intelectuais e morais do que materiais; a inteligência desenvolve-se com maior liberdade; há mais bondade, boa-fé, benevolência e generosidade recíprocas; os preconceitos de casta e de nascimento se mostram menos enraizados e incompatíveis com o verdadeiro amor ao próximo; as leis não consagram nenhum privilégio e são as mesmas para todos ; a justiça é exercida com imparcialidade; a vida de cada um, suas crenças e opiniões são respeitadas.

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