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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2021

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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Uma das máximas do Espiritismo é que fora da caridade não há salvação. Contudo, é comum o entendimento do que seja a caridade como sendo a doação de insumos ou bens materiais e as atividades assistenciais. Essa, no entanto, pode ser a interpretação trivial, mas que é distinta da interpretação apresentada na codificação kardequiana.

As obras assistenciais em geral, não apenas as espíritas, analisam a efetividade de suas atividades considerando o número de pessoas atendidas, seja materialmente ou atendimento médico, jurídico, dentre outros. Independentemente da natureza da obra assistencial, seja religiosa, espírita ou governamental, a orientação de Jesus sobre que a mão esquerda não saiba o que dá a direita [1], deverá sempre prevalecer. A ideia de que qualquer coisa é válida para angariar fundos não deve prevalecer, pois os fins não justificam os meios, especialmente na seara espírita.

A interpretação de caridade como doação material é tão forte que, aqueles que vivem em locais onde não há pessoas em necessidade, questionam-se e põem em dúvida o processo evolutivo pessoal.

Para as casas espíritas particularmente, a avaliação da efetividade de suas atividades não deve ser o número de suprimentos doados, mas o número de consciências que foram libertas dos grilhões que as mantém presas em sofrimentos dos mais variados matizes e, como consequência, ligadas à um mundo na condição de provas e expiações como o planeta Terra. Nesta abordagem, a avaliação das práticas didáticas e sua adequação à Codificação Kardequiana seria mais pertinente.

A busca do entendimento do significado da ocupação dos espíritos dá ensejo ao aprimoramento de todo um procedimento relacionado com as instituições e com nós mesmos enquanto espíritas.

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