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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2014

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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Vivendo em um mundo conturbado por guerras, catástrofes, maldade, vícios, desejos e paixões, o homem terreno se sente desprotegido da bondade divina e, muitas vezes, chega mesmo a desacreditar do poder divino. Desiludido, o ser humano mostra-se cansado diante de tantas dificuldades que se apresentam diante dele e, se não estiver preparado, com uma estrutura física e espiritual forte, com certeza vai desabar – problemas, dores e sofrimentos, que certamente chegam para todos. Os que mais sofrem são aqueles que não adotam uma postura religiosa, uma fé inabalável em Deus e em Jesus. O Cristo é a nossa armadura de fé, e é com ela que vamos enfrentar os corrosivos do mal que insistem em nos procurar, não por castigo de Deus, mas por afinidade com nossas ações e pelo retorno de nossas faltas do passado.

Apesar de caminhar junto de uma coletividade imensa, o ser humano evolui dentro do campo de sua individualidade, sendo o único responsável pelo seu destino, mesmo que muitas vezes suas ações estejam atreladas às de outras pessoas. O homem terreno não pode se desvincular de suas atitudes junto aos outros, que certamente terão também suas responsabilidades definidas. Cada um recebe exatamente o que semeou, não sendo facultado a ninguém se eximir de culpa pelo simples fato de tê-las cometido em coletividade.

Em qualquer situação em que se encontre, o homem estará sempre caminhando ao encontro dele mesmo, numa busca incansável do que já possui por dentro; mas pode algumas vezes ser iludido pelas aparências externas, que são atraentes e tentadoras, mas que não acrescentam quase nada em sua estrutura íntima. Viver em plenitude é ser feliz com o que possui e conformado com o que não tem; é não ambicionar o que é dos outros; não invejar e não ajuizar os outros; mas estar sempre corrigindo a si mesmo diuturnamente; é trabalhar no campo físico e espiritual, visando à melhoria espiritual, principalmente no que se refere aos relacionamentos com os semelhantes, começando dentro do próprio lar.

Começa-se essa reforma íntima tratando com respeito e fraternidade os membros da parentela familiar, evitando atritos e desentendimentos que só fazem desarticular os lares; é não se apegar demasiadamente aos bens terrenos que passam de mão em mão e que não podemos levar para o outro lado da vida; é não temer a morte de uma forma desesperada, e sim se educar para esperá-la adotando comportamento ético e social diante dos outros, a fim de que, à hora fatal em que, obrigatoriamente, tivermos que atravessar as águas enigmáticas do rio da morte, estejamos tranquilos, serenos, prontos para a grande viagem, na direção da eternidade de Deus.

Estamos num ponto intermediário dessa caminhada gloriosa na direção da luz, mas não podemos nos descuidar do nosso comportamento diante dos outros, porque o nosso próximo é a matéria-prima com a qual temos que trabalhar para a nossa própria felicidade. Nessa busca incansável descobrimos que a nossa felicidade não está conosco e sim com os outros. Quando conseguir plantar nos corações daqueles que te cercam a alegria e a felicidade, a felicidade dos outros te buscará, aqui ou no além, a fim de implantar em definitivo a sua sublime ventura.

Dificilmente seremos felizes se não estivermos disposto a fazer a felicidade dos outros. Muitas vezes, pessoas que desconhecemos fazem a nossa felicidade numa troca de favores que fazem parte do relacionamento humano e tornam a vida mais plena e mais atrativa. Podemos afirmar com absoluta certeza que só recebe aquele que dá, porque essa é a lei da vida, da cooperação, da solidariedade e do compartilhamento. O homem é um ser social, nasceu para viver em coletividade e em movimento constante com tudo que o rodeia, não sendo, portanto, justo insular dos outros, numa individualidade egoística que lhe trará consequências inevitáveis.

O ser humano foi criado por Deus para ser feliz, mas isso depende mais do próprio homem do que de Deus, que nos deu tudo que precisamos para viver em plenitude, ou seja, o pensamento contínuo e o livre-arbítrio, dois instrumentos divinos com os quais temos que trabalhar para a construção do nosso próprio destino. A felicidade nos aguarda nos portais da eternidade, mas para alcançá-la, precisamos identificar o que desejamos para as nossas vidas, o objeto da nossa predileção, pois segundo o nosso mestre Jesus: “Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração”.

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