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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2019

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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Uma das ações mais intrigantes para o homem (seja cientista, filósofo, pensador, escritor, matemático, ou até mesmo PHD em diversas disciplinas do ensino intelectual) é a presença do DNA – esse ácido desoxirribonucleico que se encontra no interior das células físicas do corpo humano, devido à sua capacidade de dar condições de identificação, em seres inorgânicos e orgânicos, em especial nos seres humanos. O DNA identifica os minerais, vegetais, animais e homens, devassando a estrutura das pedras, das árvores, dos animais e do ser humano.

Em cidades do primeiro mundo, como os Estados Unidos, Inglaterra, França, Japão, já se consegue a identificação através da retina do olho, da saliva ou de um pedacinho de pele que possa ser colhido e passado pelo crivo eletromagnético do DNA. O Doutor Hernani de Guimarães Andrade, já falecido, e conhecido no mundo todo, como um dos maiores estudiosos da Doutrina Espírita, autor de inúmeros livros científicos sobre o espírito imortal, o períspirito e o corpo físico, e um pesquisador incansável das características do DNA, descobriu, depois de muito tempo e muito trabalho, que esse ácido não é somente o identificador de características humanas; mas traz consigo um código secreto de “reparações”, que o ser humano endividado obrigatoriamente terá de cumprir, não para satisfazer desejos dos outros, e sim para satisfazer desejos da própria consciência imortal.

Uma das músicas populares do cantor nordestino Fagner tem um refrão interessante, que fala da Lei de Ação e Reação, ao descrever o seguinte: “se você errou, tem que se cuidar, sentimento ilhado, justo e amordaçado, volta incomodar”. E volta mesmo, porque a cobrança de nossos erros parte de nossa consciência mortal, esse juiz severo que nos acompanha aqui e depois que atravessamos as águas enigmáticas do rio da morte. A vida aqui na Terra é um eterno processo de escolhas; escolhemos todos os dias, desde que levantamos, e vive melhor que aprende a escolher. Escolhas certas trazem alegria, paz e felicidade; e escolhas erradas, dor, sofrimento e aflição.

Todas as experiências que vivemos, nas atividades físicas ou espirituais, ficam gravadas na nossa memória de uma forma automática, e todos os acontecimentos, desde o nascimento até o choque biológico da morte, liberam a partir daí os mecanismos de revisão e arquivamento de toda a jornada evolutiva, tendo em vista o fim da existência. Muitas vezes, nem todas as experiências podem ser gravadas na memória imortal, porque ainda não foram absorvidas como um todo, e também porque produzem problemas reais, que a consciência não quer aceitar. A rejeição por parte da consciência de qualquer ocorrência provoca um conflito mental de desequilíbrio, ou seja, uma “indigestão psíquica”, que leva o espírito endividado a reconhecer o erro e, consequentemente, a chegar ao remorso e ao arrependimento.

A reincidência no erro aumenta a revolta, o ódio e o ressentimento, sendo necessária uma ação por parte da Lei de Ação e Reação, provocando um “freio” automático, a fim de que a mente humana possa assimilar as concentrações energéticas positivas, evitando “formas pensamento” de teor corrosivo, que mantém vivos e atuantes nas radículas da “aura humana”, lesando com isso “corpo espiritual”.

O remorso e o arrependimento são válvulas de escape, que anunciam novos tempos para o espírito, já com ânsias de atender as belezas da vida, e sem esses antídotos naturais o infrator permanecerá ligado aos vícios, desejos e paixões, que são corrosivos letais, que criam dentro da tessitura eletromagnética da mente humana, abscessos energéticos, tumores e carnicões, que se estratificam no períspirito, realimentando forças negativas das trevas.

As drenagens psíquicas para a reparação dos erros são demoradas e, às vezes, dolorosas, impondo aos infratores das Leis Divinas e dos Homens reencarnações de provas expiatórias, em que os espíritos se materializam aqui na Terra, através do nascimento com distonias físicas e mentais, paraplegia, tetraplegia, falta da visão, da fala, da audição, esquisitos, autistas, loucos, além de enfermidades de difícil cura e difícil diagnóstico, que só o tempo e novas reencarnações podem curar.

Quando as faltas são gravíssimas, e o infrator depois de longo tempo não se mostra interessado em redimir-se, ocorre uma “implosão psíquica”, desequilibrando a consciência imortal, atrofiando o cérebro, levando o espírito imortal a perder o direito de usar o “livre arbítrio”, que é a liberdade de escolher o melhor caminho par a sua felicidade.

Outro assunto que está intimamente ligado à Lei de Ação e Reação, e ao DNA, é a Reforma Intima, que é a nossa luta incansável contra as imperfeições; a conquista da nossa dignidade pessoal, da ética e da convivência pacífica com os nossos irmãos de luta. Precisamos aprender a viver em sociedade, adquirindo hábitos saudáveis e virtudes que são de Deus, como a bondade, a serenidade, a caridade, o compartilhamento, a solidariedade e, principalmente, o perdão, que é um antídoto maravilhoso, contra nossa prepotência, nosso autoritarismo, nossa maldade, crueldade e perversidade contra os outros.

Ao experimentarmos a beleza do perdão, tomamos um banho de luz, que nos deixa leves e liberta a nossa alma para Deus. Quem perdoa retira de sobre os ombros um peso difícil de carregar, porque o perdão é muito melhor para quem perdoa, e não pode sofrer restrições, deve ser total e irrestrito, sem exigências descabidas que possam humilhar quem o recebe.

Infelizmente, nossa reforma Íntima é sempre difícil de ser realizada, porque ainda alimentamos muitos sentimentos inferiores, voltando nossas atençções para o lado negativo de tudo, sem observar a beleza da vida que nos rodeia, como os mares, as florestas, os animais, as plantas, os rios, os pássaros, o sol brilhando no infinito, a lua com o seu magnetismo noturno, a alegria das crianças brincando, e toda uma atmosfera rica de condições favoráveis, para que possamos gozar a felicidade. Mas nossa intemperança mental, voltada para os interesses pessoais do poder, do dinheiro, das posses materiais, levan-nos a esquecer nossa condição divina, e aí somos inquietos, irascíveis, violentos, sensuais, intrigantes, maledicentes, interesseiros, corruptos, maldosos e cruéis.

Todas as vertentes negativas que nos acompanham dificultam o início de nossa reforma íntima, que ao contrário do que muitos pensam não é automática e nem de graça, mas um esforço hercúleo do espírito imortal, para desvencilhar-lhe dos vícios, desejos e paixões, adotando uma atitude pacífica junto aos outros, elaborando dia a dia, ações enobrecidas junto aos semelhantes, criando dentro de si, uma espécie de “aceitação”, de tudo que possa chegar até você, aceitando principalmente o que é ruim, porque dói menos e não deixa de ser um aprendizado útil no campo da carne e do espírito.

O convívio com pessoas de nossa parentela familiar, e também com pessoas do nosso trabalho, é sempre uma oportunidade de conciliação e reconciliação, porque viver todo mundo vive, porém conviver é muito difícil. Eu diria que é uma arte, que se aprende todos os dias. Portanto,seja sempre grato às pessoas que o ajudaram ou ajudam, mantendo um relacionamento amistoso com todos, a partir do próprio lar, porque, se você for bom dentro de casa, certamente será bom na rua. Ame seu pai, sua mãe, seus irmãos, seu avô sua avó e demais parentes, criando vínculos e laços que não se partem, ultrapassando as barreiras da morte.

Precisamos conscientizarmos-nos de que somos eternos aprendizes nessa escola da vida, e só aprende quem conquista a paciência, a doçura, a bondade, a caridade e principalmente o amor, que é uma virtude maior, exsudada do próprio Deus.

Aqui na Terra, somos todos dependentes uns dos outros, ligados por laços eletromagnéticos de difícil compreensão humana, mas que existem e nos levam uns de encontro aos outros, numa sequência infinita de idas e vindas, em reencarnações repetitivas, em que voltamos muitas vezes, para fazer as mesmas coisas que fizemos antes, devido à nossa intemperança mental, que insiste em nos manter na retaguarda da vida, onde segundo Jesus haverá “dores e ranger de dentes”.

Referências:
O Livro dos Espíritos, Alan Kardec
Evolução para o Terceiro Milênio, Carlos Toledo Rizzini
Evolução em Dois Mundos, André Luiz
Universo e Vida, Espírito de Áureo - FEB.

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