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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2019

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Tal como a eletricidade, a gravidade, as condições vitais do planeta e tantas outras forças que nos cercam e nos envolvem, o magnetismo procede do mesmo foco divino; ele é uma força natural e geradora de vida!

Onde há vida também existe o magnetismo, mesmo quando aquela esteja apenas em estado latente. Todavia, há quem não perceba isso; ou, se percebe, não emprega, consciente e produtivamente, esse potencial.

Para tornar mais perceptível esse magnetismo, o fluido vital é o elemento crucial no processo, tanto da própria vida como nos casos de ajuda e socorro que se possam prestar.

Allan Kardec, comentando a questão de número 70 de O Livro dos Espíritos, finaliza dizendo:

A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.

O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”. (grifei)

Independente de qualquer outra leitura, a mim parece estar por demais evidente que o fluido vital é um elemento básico da/na vida, e que seria insano querer retirá-lo da literatura espírita ou dar-lhe outra conotação. E o que é o fluido vital?

De certa forma, ele é a própria essência do magnetismo, podendo afirmar-se que é nele onde o magnetismo transita, desenvolve-se – fisicamente falando – e carreia todo seu potencial. Daí, se ele se esgota, o fenômeno vital deteriora-se e falece. Mas é possível, sim, fazer doação desse mesmo fluido, especialmente a quem dele precisa. Com tais doações, são capacitados os fenômenos vitais, a própria “vida”, que segue se manifestando organicamente. E isso é possível através da elaboração do elemento que o torna substância.

Em nossa língua, o magnetismo se confunde com várias coisas: elemento, técnica, energia, ritual, transmissão, força vital, o nome da própria ciência em si, além dos aspectos que a Física estuda.

Por conta disso, o magnetismo (humano), além de ser o que acabamos de ver, pede estudo, exercício, prática, desenvolvimento e realizações. Um dos aspectos inconvenientes dessa profusão de entendimentos é que muitas vezes está dele se falando sob uma determinada angulação e a outra parte está refletindo como se fosse de outra forma.

Tivéssemos tido maior percepção disso no início do desenvolvimento do magnetismo, certamente teriam sido criadas palavras diferenciadas ou apostas adjetivações a fim de que não nos perdêssemos por falta de entendimento. O mais importante, porém, é não nos deixarmos envolver em querelas e suplantarmos a essência, que é a prática em si.

Muito se discute se tal pessoa ou tal Casa pode ou não usar o magnetismo, quando, em tratando-se de dom natural, a liberdade deveria ser respeitada. É óbvio que isso pede responsabilidade e conveniência no uso, mas simplesmente se limitar a proibições é tudo de improdutivo que se pode impor a algo que, por si só, se justifica.

Como dito no título, o magnetismo é força natural e, portanto, não é de bom senso simplesmente querer evitá-lo, suprimi-lo, negá-lo ou proibi-lo. E como força, disposta a todos como dádiva Divina, o bom servidor se empenhará por empregá-la da maneira mais eficiente e apropriada possível. E como é divino o efeito que se obtém, quando se consegue exercer esse relativo domínio! Quantas dores, quantas feridas, quantas angústias podem e devem ser vencidas sob os alcances benditos dessa força infinita!

Assim como a força da correnteza é contida para gerar energia, assim como os ventos são empregados para girarem hélices que também energizarão baterias e vidas, assim como a força da luz solar pode ser transformada em renováveis fontes energéticas, o que será que estamos esperando para desvendar os grandes alcances da força vital, pulsante em cada um de nós e à disposição da humanidade inteira!?

Chega de discussões sobre o que viria a ser o emprego do magnetismo nas Casas espíritas. A hora é de arregaçar mangas e partir para o bem que o Bem espera de cada um de nós!

Se as Casas quiserem, muito contribuirão para serem vencidas tantas situações doloridas e delicadas; se elas não quiserem, que sejamos as pessoas dispostas a realizar esse bem, pois não há caridade se não nos empenharmos em socorrer a quem precisa.

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