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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2021
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 Sob a ótica da ciência, a doutrina da reencarnação não foi apenas alvo das lentes vetustas dos sábios antigos, pois que, nos dias atuais, é observada à luz da filosofia e da ciência. Aos poucos, levanta-se o véu abrigando o mistério, tal como a esfinge que desafiou os sábios do passado. As pesquisas continuam abrindo horizontes, com novas possibilidades investigativas, nos campos da neurologia, psicologia, psiquiatria e da filosofia.

A psicologia descortinando as vivências sucessivas

O principal desbravador do caminho de observação do fenômeno reencarnatório foi Eugène Auguste Albert de Rochas d’Aiglun (1837-1914), emérito magnetizador e hipnotizador. Tudo começou quando trabalhava com um paciente e, ao invés de induzi-lo ao sono, fê-lo regredir involuntariamente à vivência de fatos de sua infância, processo conhecido como regressão da memória. Com muita perspicácia, aumentou a indução, ficando extasiado ante o relato de seu comandado, ao recordar e descrever sua situação de espírito em processo inicial de reencarnação, jungido ao corpinho que já se formava no cadinho uterino. A partir daí, Albert de Rochas incrementou suas pesquisas, aprofundando suas intervenções, fazendo com que todos os pacientes regredissem além do ventre materno e relatassem suas vivências pretéritas, sendo algumas delas comprovadas como reais. Em seu livro, intitulado “As vidas sucessivas”, Albert de Rochas, como pioneiro na área da regressão, deixou gravados os fundamentos dessa novel abordagem científica, descrevendo, igualmente, casos interessantíssimos.

O professor Hemendra Nath Banerjee (1929-1985), indiano, radicado em San Diego (EUA), dedicou-se, com denodo, à pesquisa da reencarnação, tendo sido um dos grandes cientistas a dar prova irrefutável da realidade do “nascer de novo”. Na direção do Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, na Índia, realizou grande parte das suas pesquisas. Por 25 anos, estudou mais de 1.100 casos de crianças que se lembravam de suas vidas anteriores. Grande parte de sua pesquisa foi realizada na Índia, Turquia, Líbano, Myanmar (Burma) e outros.

Além do trabalho realizado, utilizando a indução regressiva por hipnose, o ínclito pesquisador também analisou crianças que espontaneamente lembraram encarnações, cujas personalidades impressionaram pela abundância de detalhes, principalmente referindo nomes de pessoas e lugares inteiramente constatados a seguir. Na obra Vida pretérita e futura, Banerjee afirma que os casos descritos se estribam em pesquisas realizadas, utilizando fundamentados métodos científicos. Publicou vários trabalhos sobre o assunto e concluiu que as lembranças de vivências anteriores das pessoas analisadas parecem ser independentes do cérebro, considerado o principal repositório da memória e que é fato científico que não se pode lembrar do que nunca aprendera antes. Disse, igualmente, o célebre cientista, que seu estudo sobre a reencarnação foi arquitetado sob várias hipóteses, como a fraude, a captação de lembranças através de meios normais e a percepção extrassensorial.

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