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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2019
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Há muito tempo, a medicina vem catalogando pacientes que apresentam quadros clínicos nos quais a abordagem profissional se apresenta, de início, infrutífera, inclusive com todos os exames realizados com resultados normais.

Em verdade, sempre se desconfiou da importância dos mecanismos emocionais envolvidos na gênese das doenças. Em todas as mazelas verificadas, sempre há o componente psicossomático, desde que a interação mente e corpo acontece e todo doente tem de ser tratado integralmente. Sabe-se que as emoções atuam no organismo através do sistema nervoso e seus neurotransmissores. Felizmente, a medicina cartesiana está se abrindo e muitas pesquisas estão surgindo, relacionando a ciência com a espiritualidade.

A Doutrina Espírita sempre foi aliada da ciência e um de seus pilares, acompanhado da filosofia e do seu aspecto religioso ligado à moral, é o científico.

Emmanuel, através do lápis exuberante do estimado médium Chico Xavier, ao ser questionado a respeito da mente invigilante poder instalar no organismo doenças de causas espirituais, respondeu que “a mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos”. Disse, igualmente, ser necessário, pois, considerar que “desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça” (1). Atualmente, podemos relacionar, da mesma forma, como causas de doenças, a mágoa, o ressentimento, a raiva, o ódio, a irritação, o inconformismo e muitos outros estados emocionais ainda não digeridos e erradicados, fonte geradora de uma vida desequilibrada e sem saúde

O espírito Dr. Joaquim Murtinho enfatiza: “A mente aflita despende raios de energia desordenada que se precipitam sobre os órgãos à guisa de dardos ferinos, de consequências deploráveis para as funções orgânicas” (2).

Os sintomas psicossomáticos mais comuns, encontrados na clínica, principalmente na adolescência, são cefaleia, dor abdominal, fadiga persistente e dor no peito, simulando o quadro de enfarte do miocárdio. Muito comum, em situações angustiantes de estresse, o indivíduo apresentar um ou mais sintomas acima assinalados. Quantos atendimentos de urgência acontecem, queixando-se o paciente de dor abdominal intensa ou mesmo dor de cabeça forte, e verifica-se que tudo é resultante de fatores emocionais que passam a exigir atendimento posterior, com necessidade de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

Contudo, a ciência está agora confirmando o que os sábios antigos já sabiam por intuição, como Platão, tendo clamado que “a dor não surge apenas por estimulação periférica, mas também por uma experiência da alma, que reside no coração”.

Atualmente, estão surgindo pesquisas científicas sérias, apontando para a necessidade e importância da fé para a saúde, seja a causa de ordem física, emocional ou mental. Ensinam que sentimentos nobres como o perdão, a compreensão e a tolerância exercem benéfica sensação de alívio, com a liberação dos neurotransmissores ocitocina e endorfina, melhorando a imunidade, aliada ao bem-estar.

Com o avanço científico atual, aliando medicina e espiritualidade, o Mestre de todos nós, Jesus, cada vez mais se revela indispensável, relatando ser o perdão incomensurável e instruindo que devemos perdoar os nossos semelhantes, não somente “até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes” (3).

Stephen Hawking foi um dos mais renomados cientistas no campo da astrofísica e, certa feita, confortou a muitas pessoas, dizendo que “buracos negros não são prisões eternas como pensávamos. Coisas podem escapar do buraco negro por qualquer um dos lados e talvez saiam em outro Universo.

Então, se você sente como se estivesse em um buraco negro, não desista. Sempre existe uma forma de sair”.

Assim seja!

 

Bibliografia

  1. Leis do Amor, Emmanuel, pág. 18, item 12;
  2. Falando à Terra, Espírito Joaquim Murtinho, Chico Xavier;
  3. Evangelho de Mateus, capítulo 18: 21-22.
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