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Escrito por: Dr. Jadiel João Baptista de Oliveira
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O álcool é uma droga! Asserção conhecida, sobre a qual inexiste qualquer dúvida! E como qualquer droga, produz terríveis efeitos e conseqüências sobre o homem.

Quando era garoto, vi a destruição de um tio, irmão de minha mãe, que, após passar pelo Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, para onde o levou a ingestão de álcool puro, desencarnou numa madrugada tempestuosa, junto a uma árvore de beira de rua, onde, possivelmente, buscara abrigo, ao pressentir a desencarnação próxima. E onde o encontrou, corpo já sem vida, minha avó.

Ao tempo em que exerci a Promotoria de Justiça na cidade de Mendes, ouvi falar de um homem, filho de Família abastada e poderosa, que habitava cidade próxima, que era considerado, quando sóbrio, uma "dama", de tão gentil e educado, e que se transformava numa "fera incontrolável", quando embriagado.

Conheci, pessoalmente, outros homens, que também assim se comportavam: muito educados, quando sóbrios, e verdadeiras feras, quando embriagados.

O primeiro efeito do álcool é o de soltar os freios inibitórios do "animal irracional" que habita no homem, antes de transformá-lo em "macaco" e em "porco".

Os efeitos terríveis do álcool sobre as pessoas são bem conhecidos. O grande equívoco, como no uso de qualquer droga, é o de se supor sua indispensabilidade para que se alcance o estado de euforia. Por isso, vinculado às festas e reuniões semelhantes. Mas não é, sequer, necessário. Mas a compreensão dessa verdade, como de tantas outras, está ligada à evolução. E, lamentavelmente para nós, o processo é lento!

Além disso, envolve a questão econômica, por enquanto insolúvel para nós, que ainda supomos que quanto mais dinheiro tivermos, mais felizes seremos, quando, na verdade, o homem que possua um automóvel não é mais feliz do que aquele que possua, apenas, o pão. E que ninguém será, realmente, feliz, se não tiver a consciência tranqüila e a fé no futuro! Por isso, estamos assistindo à derrocada da proibição, nas estradas, da venda de bebida alcoólica. Todavia, parodiando o filme de nossa juventude, dizemos que "os brutos também morrem", avançando que também sofrem, se renovam e se educam! Esta é a Lei!

E nos lembramos de José Gouveia, um vizinho nosso há muito tempo, que também desencarnou vítima do álcool! Mas que, antes, propiciou à sua Família, graças à bebida alcoólica, todas as circunstâncias para se considerar desgraçada!

Sóbrio, era trabalhador e gentil! Bastava beber um gole da "mardita", como ele mesmo dizia, para se transformar no algoz da própria Família. É interessante que, com relação às outras pessoas, não havia diferença: continuava trabalhador e gentil. Estou certo de que era por covardia mesmo. José Gouveia era um covarde, cujos freios inibitórios se soltavam com a bebida! Mas não totalmente. Só quando chegava em casa. Era um "deus nos acuda!" Por um nada, espancava a pobre da D. Filomena e os filhos. As Delegacias Policiais se repletam de casos desse teor, em que mulheres inocentes e indefesas, junto aos filhos, são espancadas e deformadas!

Temos visto muitos "Josés Gouveias" pela vida, que precisam do álcool, para se comportarem covardemente, na sociedade e em família. Mas temos visto, também, os doentes, que sofrem um processo de deterioração física e psíquica, antes de desencarnarem, nos hospitais ou nas sarjetas!

O álcool não é necessário para o surgimento da alegria! É nefasto para o homem, em quaisquer circunstâncias! Uma Sociedade educada não precisa de álcool para ser feliz!

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