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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2019
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Segundo a filosofia que abraçamos, e até onde podemos imaginar, a vida em todos os domínios do universo, com sua imensa complexidade e infinitude, é regida por leis sábias e perfeitas que regulam os fenômenos físicos e os acontecimentos de ordem espiritual.

Parece lícito dizermos que essas leis são imutáveis, pois, se não fossem, deixariam de ser perfeitas como o seu Autor, mas também se impõe admitirmos que as mesmas não funcionam mecanicamente, porque, se assim fosse, de igual modo não seriam sábias.

O raciocínio lógico nos sugere que as leis naturais, classificadas por Kardec na categoria de leis morais, sustentadoras da vida, obedecem a uma vontade imanente e transcendente a elas, toda-poderosa, soberamente justa e plena de bondade, de amor, a vontade de Deus.

Esta é a crença espírita, à luz da codificação de Allan Kardec, e para cultivá-la necessitamos refletir sensatamente sobre as mencionadas leis.

Na resposta à pergunta nº 648 de O Livro dos Espíritos, os nossos mentores do Além concordam com a “divisão da lei natural em dez partes, compreendendo as leis de adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, a de justiça, amor e caridade”, fazendo os referidos mentores esta observação:

“... a última lei é a mais importante, por ser a que faculta ao homem adiantar-se mais na vida espiritual, visto que resume todas as outras”.

O que acha o leitor da ideia de meditarmos um pouco, nesta coluna, a respeito das dez leis aludidas?

Façamos isso a começar pela primeira, a de Adoração. Não precisamos ir muito longe, basta refletirmos sobre dois trechos do retrocitado livro de Kardec, contidos nas páginas 317 e 319 da 80ª edição da FEB. Eis um e outro:

1º) “Tem Deus preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?

- Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes.

Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam.

É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento”.

2º) “Qual o caráter geral da prece?

- A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.

A prece torna melhor o homem?

- Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade”.

 Amigos leitores, este artigo foi escrito em vida pelo já saudoso Nazareno Tourinho*.

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