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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2021

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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Na primeira parte do texto Origem do Sofrimento [1] vimos as Quatro Nobres Verdades apresentadas por Buda, sendo que, pela Primeira Nobre Verdade, conclui-se que a causa do sofrimento é a nossa postura pessoal diante dos fatos comuns da vida [2].

Vimos, também, a posição de Joanna de Ângelis (espírito) ao apresentar o sofrimento em três formas: sofrimento que causa sofrimento, sofrimento da impermanência e sofrimento dos condicionamentos [3]. Na análise apresentada neste texto, podemos considerar as duas primeiras formas como variações da terceira. Desta forma, temos que o sofrimento é decorrente da nossa postura que, por sua vez, é consequência dos nossos condicionamentos.

Novamente, segundo Buda, na Quarta Nobre Verdade, para o sofrimento ter um fim é preciso a conscientização de sua causa. As causas, conforme este estudo, foram apresentadas no parágrafo anterior, isto é, nossa postura e condicionamentos. Contudo, isso não basta, pois, ainda segundo Buda, é necessário utilizar as ferramentas necessárias e que foram apresentadas no texto Origem do Sofrimento - Parte I [1]. Dentre elas, a primeira - percepção correta dos ensinamentos - será debatida à luz da Doutrina Espírita por estar relacionada, para os espíritas, com as Leis de Deus, pois, o ser humano “só é infeliz quando dela se afasta” [4].

Alguns questionamentos surgem naturalmente: É possível se afastar da Lei de Deus? O que significa se “afastar” da Lei? Ficamos abandonados ou submetidos à outra lei? De quem seria esta outra lei, do demônio? Existe uma “lei do sofrimento” em oposição a “Lei de Amor”? O verbo “afastar” foi utilizado corretamente na tradução de O Livro dos Espíritos? Ou será que há necessidade de uma percepção correta dos ensinamentos apresentados na Codificação?

Sendo Deus único e onipotente, não haveria nenhum outro que poderia derrogar Suas Leis ou manter uma outra lei equivalente. Assim sendo, não é possível se afastar, isto é, se manter fora do alcance da Lei. É preciso, portanto, interpretar o que se deseja dizer com a palavra “afastar” e não considerar o seu significado literal.

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