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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2021
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Esse artigo começa com uma história fictícia, e qualquer semelhança com o real é mera coincidência. Na cidade de Pantanal do Norte havia na praça central uma pequena barraquinha, que vendia livros espíritas, sendo mantida pelas casas da região, com revezamento de seus frequentadores no atendimento, já sendo um clássico local de busca daquela obra específica, em um tempo que antecede as compras on line e outras modernidades.

O novo prefeito, senhor Epaminondas, se elegeu com forte apoio de segmentos religiosos que, por questões diversas, viam no espiritismo uma ameaça a sua fé, e ao assumir o cargo, foi pressionado pela sua base eleitoral a retaliar os espíritas, impondo dificuldades ao seu exercício religioso, o que culminou com a cassação do alvará da modesta barraquinha que funcionava na praça central da cidade.

Tal perseguição, apesar de não ser a primeira ou a última que os espíritas sofrerão no Brasil, com um histórico de serem fichados na polícia em tempos de outrora, causou indignação na numerosa comunidade de espíritas daquele município, o que levou a convocação de uma reunião dos frequentadores das diversas casas para tratar do tema, mediados pela presença do Sr. Armando, procurador aposentado que vivia em Pantanal do Norte e que frequentava as atividades doutrinárias.

No dia da reunião, os ânimos estavam exaltados, e o clima era de revolta. O primeiro a falar foi o Sr. Menelau, diretor de divulgação da União Espírita de Pantanal do Norte, setor responsável pela gestão da barraquinha. E não se fez de rogado. Narrou outros eventos de perseguição religiosa no município, envolvendo também a participação das casas espíritas nos trabalhos assistenciais, bem como notificações por perturbação da ordem em função das reuniões públicas. O público, boquiaberto com aquele cenário, inicia aquele habitual murmurinho, e Menelau, tomado pela situação, propõe que seja lançado um candidato a vereador dos espíritas, para defender os seus interesses junto a municipalidade.

Aplausos efusivos. Sr. Armando, com seus cabelos grisalhos, pede a palavra, em meio ao um coro que se ensaia para lançar Menelau como candidato, por aclamação. Cumprimentando a todos, com a voz calma, Armando começa a sua argumentação:

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