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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021
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Para preencher o espaço desta coluna na presente edição nos ocorreu, de repente, a original ideia de mostrar a essência ideológica da Doutrina Espírita através de uma imagem sui-generis, figurando-a como o pêndulo de um relógio de parede, que se move ou balança, oscilando de um lado para outro no compasso do tempo certo, em ritmo apropriado, harmonioso, constante, fazendo contato com as duas instâncias fundamentais da vida, a Ciência e a Religião, sem se prender a nenhuma delas, na sua condição independente e autônoma de Filosofia.

Pesa-nos dizer, mas no movimento espírita brasileiro da atualidade a Doutrina Espírita é muito mal compreendida, não obstante a clareza verbal que veste o corpo do seu ensinamento. A maioria dos irmãos de crença querem fixá-la de um lado só, o do religiosismo, que nada tem de religiosidade sadia, e uma minoria deles almeja amarrá-la ao laicismo, que nada tem de racionalidade lógica negando o valor da fé em DEUS.

Raríssimos confrades percebem e aceitam nos dias presentes o inquestionável tríplice aspecto do Espiritismo, como no passado ocorria quando tínhamos em nossas fileiras inteligências do quilate da do Dr. Carlos Imbassahy, da do Deolindo Amorim e da do Herculano Pires.

O que podemos e devemos fazer em tal situação possuindo lucidez crítica, senão lembrar aquilo que Kardec escreveu em tom respeitoso mas de igual modo polêmico, para despertar consciências adormecidas e sonâmbulas? Quem diz que o codificador do Espiritismo era contra polêmica em defesa dos nossos princípios está mentindo, e quem não acreditar nisso leia a página de abertura da Revista Espírita que ele editou, em novembro de 1858.

Depois de nos ocupar da manutenção desta coluna recorrendo aos cinco livros da Codificação de Allan Kardec, agora estamos nos valendo de matérias da Revista Espírita que ele produziu e publicou durante mais de dez anos. Em dois trechos pequeníssimos da mesma, enfáticos e ilustrativos, que valem pela objetividade e não pelo tamanho, encontramos nitroglicerina pura para explodir as pretensões teóricos dos espíritas “evangélicos”, que veem a nossa doutrina apenas como religiosa sem nada de científico, e dos seus opositores laicos, que a vislumbram só como científica sem qualquer religiosidade. Eis os dois trechos, curtos e finos:

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