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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021
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Antecede o fenômeno das redes sociais o gosto dos espíritas pela identificação de personalidades do passado que estejam reencarnados no tempo presente. Uma verdadeira gincana que agita não só os programas populares do fim de semana, mas também os veículos de comunicação social do movimento, nos quais, por meio de revelações mediúnicas ou de meras suposições, se asseveram a coincidência de identidades, como assunto de grande relevância para quebrar a rotina.

Incrivelmente, esse assunto consome horas e horas de discussão no movimento espírita, como verdadeiros “Sherlock Holmes” da espiritualidade, que saem elaborando rebuscadas teorias de que fulano teria sido sicrano, muitas vezes construindo um certo elitismo, no qual celebridade mantém a sua condição na fileira das reencarnações, situação sem nenhum amparo doutrinário.

Por outro lado, os estudiosos de regressão de memória ou de lembranças espontâneas são meticulosos em detalhes e provas que relacionam o encarnado de hoje com uma pessoa já desencarnada do passado, buscando ser bem cuidadosos nessas afirmativas, fiéis ao seu caráter de pesquisadores.

Documentários na televisão e obras como as de Ian Stevenson, Hellen Wambach, Jim Tucker e o livro A volta: a incrível história da reencarnação de James Huston Jr”, de Andrea Leininger e Ken Gross, são exemplos de produções fora do movimento espírita e que tratam as relações de identidades atuais com passadas de forma bem prudente, pautadas por um conjunto de indícios robustos que permitem fazer certas ilações nesse sentido.

Mas nós, espíritas, insistimos em, por conta de uma comunicação mediúnica, adotar determinadas teses sobre a identidade de personalidades do passado reencarnadas, em um processo potencializado pelas redes sociais, que inaugura genealogias reencarnatórias por conta de características supostas do antepassado em relação ao encarnado atual, de forma descontextualizada e, às vezes, com vieses na busca de se reforçar essas assertivas, em que só enxergamos o que corrobora a nossa crença.

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