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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2021
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No Evangelho de João, capitulo XIV, versículos de um a três, Jesus nos informa que há muitas moradas na casa do nosso Pai. A casa de nosso pai é uma metáfora para indicar o Universo e as muitas moradas são os diversos mundos que giram no espaço sem fim. Estes mundos possuem nomes especiais conforme a função que exerçam. Dentre esses mundos, existem alguns que se chamam mundos de expiação e provas. A Terra, o nosso planeta, enquadra-se nesta classificação.

Em Tagaste, na Numidia, continente africano, encarnou no ano 354 d.C., um espírito que recebeu o nome de Aurelianus Augustinus, Hiponensis mais conhecido como Santo Agostinho. Convertido ao Cristianismo, graças aos esforços de sua mãe, Santa Mônica, tornou-se um dos pensadores mais importantes da igreja medieval e criador de uma filosofia chamada Agostianismo. Desencarnou em Hipona (África) no ano 430 d.C.

Mais de mil anos depois este espírito foi chamado para trabalhar no advento da Terceira Revelação (Doutrina Espírita). Assim, na função de colaborador de nossa doutrina, escreveu, em 1862, pelo processo da psicografia, uma bela e instrutiva mensagem com o título de Mundo de Expiações e Provas que Allan Kardec incluiu no capítulo terceiro de O Evangelho segundo o Espiritismo. Vamos lê-la:

Que vos direis que já não conheçais sobre os mundos de expiação porque basta considerar a Terra que habitais? A superioridade da inteligência num grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de espíritos mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são provas de que já viveram e já realizaram um certo progresso, mas, também, os numerosos vícios a que se inclinam são indícios de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os colocou em um mundo ingrato para que possam expiar as suas faltas, através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo feliz.

Não obstante, não são todos os espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. As raças a que chamais de selvagens, é constituída de espíritos apenas saídos da infância. E que estão, por assim dizer, educando-se e se desenvolvendo ao contacto com espíritos mais elevados. Vem, a seguir as raças semicivilizadas, formada por esses mesmos espíritos em progresso. Estas são, de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram, pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo, algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos.

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