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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2021

Sobre o autor

Iris Sinoti

Iris Sinoti

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O uso obrigatório da máscara para prevenção e proteção ao contágio com o novo Coronavírus retirou uma outra máscara e nos revelou que, na verdade, o maior risco que enfrentamos não é o vírus, mas os monstros que alimentamos em nosso interior: o ódio, a ganância e a ignorância.

Já vivenciamos muitas pandemias e epidemias na história. Esses eventos sempre que se tornam presente deflagam muitas crises, sejam elas, políticas, econômicas, religiosas, sociais ou psicológicas, e o que realmente precisa ser entendido é que não são os vírus ou bactérias que são os causadores dessas crises, e sim nós, os seres humanos.

Quando tudo isso passar a maioria dos humanos estará por aqui, mas teremos compreendido o significado do que se fez visível sobre nós? Estaremos preparados e preparadas para refletir sobre os nossos comportamentos e nossas resistências diante da impossibilidade necessária de não atendimento dos nossos mesquinhos desejos infantis? Será que nos responsabilizaremos por todas as vezes que nosso ego não suportou ficar em casa e que colocamos em risco nossas vidas e as vidas de outras pessoas? Será?

Se tem uma situação que se revela intensamente é que nada, absolutamente nada é separado neste planeta. A presença de uma pessoa infectada na China ou em qualquer lugar do mundo é uma ameaça para toda a espécie humana. Porque os vírus evoluem muito mais rápido que os seres humanos, infelizmente, e rapidamente podem sofrer mudanças, para nós fica a oportunidade de sermos empáticos, acolhedores e verdadeiramente caridosos, devendo ao menos compreender que precisamos proteger todas as pessoas em todos os lugares do planeta. Se somos mulheres e homens seguidores do Homem de Nazaré, assim como espíritas, não podemos negligenciar o que realmente significa “amar ao próximo como a si mesmo”.

Infelizmente temos acompanhado alguns religiosos, incluindo espíritas, com comportamento negacionista. Acreditam-se imunizados espiritualmente pela fé, negligenciando os cuidados exigidos e negando-se à necessária vacinação, como se estivessem amparados por um privilégio que acreditam ter. Esse tipo de comportamento nos faz recordar as orientações de Allan Kardec na Revista Espírita (Jornal de Estudos Psicológicos) do ano de 1865, quando, em uma carta, um leitor residente de Constantinopla relata dos resultados do Cólera e do fato dos espíritas não terem sido afetados pela doença, o Codificador levanta uma reflexão muito importante para os nossos dias de Covid19:

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