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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2019

Sobre o autor

Guaraci Silveira

Guaraci Silveira

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Eis que nossos jovens continuam sem as orientações espirituais que necessitam. Egressos muitas vezes de outras encarnações onde o despreparo sócio político não os conduziu a posturas ético-morais, renascem num mundo diferente, cheio de possibilidades, mas que nem sempre os orienta devidamente. As famílias, presas muitas vezes a preconceitos religiosos, não se preocupam em leva-los a uma instituição espírita onde poderiam adquirir conhecimentos sobre a dinâmica essencial da vida tais como: de onde vieram, porque vieram e para onde irão. Daí que, chegada a fase da adolescência e posterior juventude veem-se aturdidos diante tantas informações às vezes perdendo-se nelas.

É preciso que se pense seriamente sobre isso. Chegamos ao tempo em que necessitamos deixar de lado velhas posturas arcaicas e improdutivas para enxergarmos essa atualidade de buscas também de conteúdos espirituais. A Academia os convida e os encanta com seus avanços. Porém, a Academia se posiciona em doutrinas materialistas, exclusivistas e setoriais impedindo que a mente se desenvolva para campos mais genéricos onde se pode vislumbrar outras paragens e outros horizontes.

Assim, quase sempre vemos jovens envolvidos em ações criminosas sem que ao menos pode-se saber o porquê. Chegados estão os tempos das profundas mudanças culturais neste planeta. Ou as famílias e as escolas busquem esses entendimentos ou estaremos sempre na possibilidade de ações que assustam e desarvoram.

Emmanuel nos fala dos cristãos de rótulos. Não dá mais para nos posicionarmos como meros visitadores periódicos do Evangelho de Jesus, se é que o fazemos. A mensagem cristã é a da fraternidade, da paz, da igualdade entre todos. Assim comportaram os primeiros seguidores de Jesus em suas assembleias muitas vezes atacadas pela ignorância e maldade.

Vamos pensar seriamente nisso. Vamos evangelizar nossas crianças, nossa mocidade. Vamos oferecer-lhes novas opções, vamos prepara-los para uma convivência sadia em seus mundos de relações. Impossíveis tirá-los de lá. O filósofo francês Allan nos indica que eles precisam desses contatos para sociabilizarem-se. Mas, veem de famílias diferentes, que pensam e agem diferente e nem sempre pautadas na estrutura cristã.

Não deixemos que as surpresas nos peguem. Abracemos nossas crianças, nossos jovens, oferecendo-lhes campos novos de conhecimentos e ações. Que as Casas Espíritas busquem elementos que os atraiam sem a antiga proposta da crítica ou do enxame de antigas didáticas. É preciso renovar porque eles renasceram para a renovação.

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