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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2014

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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Nos primeiros momentos do nosso Globo, quando ainda se desenhava a vida e formatava-se a fauna e a flora; tempos idos, onde as cores diversas formavam com imensa beleza um planeta ainda embrionário; época dos períodos de Pangeia, onde a unicidade dos territórios era necessária para que uma única matriz desse forma e padrão às variedades biológicas e fluídicas de hoje.

Tenebrosos e longos efeitos geológicos marcaram a separação dos continentes, gerando a constituição atual. Período de equilíbrio se deu até chegarmos às atuais necessidades. Uma nova época marca as transformações testemunhadas no orbe. Tornados, terremotos de grande escala e tsunamis reajustam o eixo do Planeta Azul, revelando novo momento, visando o equilíbrio de uma nova era.

Esta Terra, em mudança geológica, abriga o espírito que da mesma forma, em sua maioria, participou das transformações físicas, angariando as colaborações morais da alma.

Após a presença dos capelinos, alguns ainda dentre nós, contribuindo no desenvolvimento social e científico, até o final da jornada terrestre do Cristo, recebemos a semente para o desenvolvimento das aptidões tecnológicas e da alma.

Apesar das crises constantes das guerras, presença infeliz do homem infeliz, o qual, não conseguindo transferir a paz para si e com o poder nas mãos, erige a guerra para o próximo. Mesmo contabilizando os momentos mais arrefecidos da história, nos deparamos com a jornada humana atual, onde o homem soçobra em si, na família e na sociedade.

Corroborando com os fenômenos naturais, vislumbramos as tragédias humanas diárias, nos inquirindo: Qual o limite para tal calamidade?

Acompanhamos o deslumbre da aceitação da vaidade e do ego, provocando em breve tempo os tormentos da depressão.

Nos surpreendemos com a horda de espíritos nas fugas para os vícios, entranhados nas sensações, colimando nos tsunamis do desespero e da dor.

Lamentamos por tantos que desprezam a vida, em todas as suas manifestações, estes experimentam ou irão facear o terremoto do arrependimento agudo.

Definitivamente, a Terra e o espírito humano são casas em reforma, ou, templos em reconstrução, como soprava a voz do Cristo, desde a tenra idade, aos ouvidos do irmão Sol.

Uma casa em reforma é um ambiente de profundo desconforto, onde cômodos, um a um, necessitam ser renovados ao toque do formão e do martelo, até que a nova forma seja adquirida, literalmente reformada e melhor.

Contudo, nas encruzilhadas da reforma, iremos nos deparar com o irmão em revoltas extremas. Vivenciaram a violência mais obtusa, e sorvem, ainda, o veneno do ódio e consequente infelicidade, fazendo-os autores de crimes bárbaros ou obsessões pungentes, tendo como veículo as próprias escolhas.

Presenciamos o exército de viciados em todos os matizes. Irmãos traumatizados do pretérito, os quais decidiram exercer as atuais formas desequilibradas, conduzindo ao comportamento culposo que produz, devido à fraqueza moral e disciplina pouco desenvolvida, os espetáculos de fuga, onde todo erro e desforço é válido para que a dor profunda amenize. Ledo engano. Neste circo, vemos os que se atiram às drogas, ao sexo, ao álcool e outros vícios, em manifestação de pura alienação ao prazer, como as testemunhadas nas comemorações carnavalescas. São as fugas alienantes, buscando o esquecimento da desdita interior, pela promoção das sensações. São desequilibrados do espírito, desvalidos por si mesmos através dos tempos. São irmãos experimentados no desespero.

Diante desses, ofereçamos o rastro do amor e paz que quase nunca experimentaram. Deixemo-lhes a palavra do Nazareno, que jamais perdia a oportunidade de servir e amar:

Vinde a vós que estais fatigados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.

Vem! Tomai de mim o meu julgo, que é suave.

Recebei o meu fardo, que é leve, e vereis que sou manso e humilde de coração.

Paz a Todos.

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