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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2021

A felicidade do outro lado da vida depende, exclusivamente, da forma como vivemos aqui na Terra e é exatamente, por isso, que – decorridos muitos milênios de evolução física e espiritual – o homem terreno ainda não se acostumou com o fenômeno morte, que se lhe afigura como um aniquilamento, foi o fim, ou seja, o desaparecimento para sempre do mundo dos vivos. A falta de uma educação adequada, que nos dê o conhecimento dos mistérios que envolvem essa velha senhora, provoca angústia, medo, saudade excessiva e muitas vezes desespero, diante daqueles que partem desse modo para o outro lado da vida.

É claro que parte desse medo provém de informações deturpadas, veiculadas por religiosos que teriam a responsabilidade de informar corretamente, porque, de alguma maneira, sabem que a vida continua, mas a ideia de amedrontar, de coagir os adeptos rebeldes, das que seguem à risca os dogmas e superstições que nos acompanham há séculos, atrofiando a mente dos incautos da religiosidade fanática.

O estudo demorado e criterioso realizado por Allan Kardec, e outros líderes da doutrina do consolador, dá conta de que a morte é apenas um sono que se completa, um estágio entre duas vidas, não interferindo em nada na vida do espírito imortal, esse viajor incansável da eternidade, esse nômade do espaço, que continua sua jornada em outros planos de vida, ostentando um novo corpo, que o apóstolo Paulo chamou de "corpo espiritual” feito de fótons, ou seja, de luz.

Dentro do sistema do universo em que vivemos, a morte não existe em termos de aniquilamento, mas de transformação incessante, significando sempre o fim de um processo temporal, que na realidade será sempre um novo começo na química das transformações. A palavra de ordem para encarar a morte, em quaisquer circunstâncias da vida, é educação!

Hoje, já não existe a menor dúvida, precisamos educar-nos para morrer, para esse encontro sublime de nossas vidas com a consciência imortal, esse juiz severo e exigente, que certamente analisará, questionará e decidirá sobre o nosso futuro, com base nas nossas ações perpetradas no passado e no presente. Somos o que fomos ontem e seremos amanhã o que estamos sendo hoje; portanto, faz-se necessário um questionamento sério sobre o que estamos fazendo, o que buscamos para as nossas vidas e qual é objeto de nossa predileção, porque se sabemos que a vida continua em outras dimensões do espaço, vale a pena viver em paz, e em compartilhamento com os outros.

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