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Ângela Delou

Ângela Delou

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Mãe, você decide!


Decisão do Supremo Tribunal Federal:

Após oito anos de espera, o STF decidiu pelo aborto aos anencéfalos. Neste caso, cabe às mães, ou ao casal, a interrupção ou não da gravidez. A ação foi proposta ao STF, em junho de 2004, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). Segundo a proposta, quando o Código Penal brasileiro foi criado, em 1940, não havia como diagnosticar anencefalia. Organizações religiosas se posicionaram contra a medida. Em nenhum caso “a morte deve ser considerada com uma solução.” Esta posição é defendida pela Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), acompanhada pelas demais correntes religiosas preocupadas com a preservação da vida. Em favor da vida é a campanha permanente da Federação Espírita Brasileira.

Anencefalia – o que é?

A anencefalia é causada por um “defeito” do tubo neural – estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal. Na anencefalia, há ausência da maior parte do cérebro e da calota craniana – parte superior do crânio. Pode surgir entre o 21º e o 26º dia de gestação. O diagnóstico é feito no exame pré-natal através da ultrassonografia. O Brasil tem cerca de 400 casos por ano. A cada 700 bebês nascidos, um é anencéfalo e a grande maioria morre horas ou dias depois.

Casos e casos:

Em 2008, no interior paulista, nasceu Marcela de Jesus Ferreira que viveu um ano e 8 meses porque a ausência de cérebro não era total e a mãe decidiu não fazer o aborto.

Em Buenos Aires, uma menina com anencefalia já completou 3 anos e, diz a mãe, “leva uma vida normal”.

Antes de nascer, foi feito o diagnóstico de hidroanencefalia. Segundo os médicos, ela morreria horas depois do parto. Marcela, a mãe, entregou sua filha nas mãos da Virgem de Luján e a menina tem este nome. Os médicos não sabem explicar o caso da menina, afirma. E complementa: “Agradeço a Deus todos os dias de minha vida pelo milagre que fez com minha filha”. “Deve-se pedir muita fortaleza, esperança e oração”, complementa  Marcela. Com seu relato espera ajudar muitos outros que passam pela mesma situação.

Posicionamento espírita:

Ricardo Di Bernardi, médico homeopata, presidente da Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, autor de diversos livros e pertencente ao Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, conta que o casal “João e Maria” recebeu o diagnóstico de anencefalia para o bebê que esperava e a proposta de abortamento foi oferecida pelo médico. Esclareceram que eram espíritas e aceitariam o filho com a deficiência. O obstetra insistiu que o bebê viveria horas, dias ou semanas na incubadora e depois morreria.

- “Estamos cientes e, até lá, seremos seus pais”, responderam. .

Durante a gestação conversavam com o bebê, dizendo de seu amor e o quanto era bem-vindo. Na reunião semanal do Evangelho no Lar, pediam aos amigos espirituais a proteção e o amparo para o pequenino ser que reencarnava.

Depois dos 9 meses,o bebê nasce, vai para a incubadora e vive por 84 horas. Sentindo tristeza e dor o casal retorna ao lar.

A vida continua. Passados dois anos, na reunião mediúnica da instituição espírita, um espírito se comunica dizendo que veio agradecer e abraçar “papai e mamãe”. Confirma ser o bebê anencéfalo e agradece pelos benefícios recebidos durante as reuniões do Evangelho no Lar. “Durante nove meses, fui envolvida em luz”, afirmou. Narra também que após esse tempo pode retornar à vida espiritual livre das “deformidades perispirituais que foram drenadas”.

Após o esclarecimento, deu a grande notícia: estava pronta para reencarnar no mesmo lar. Após 2 anos, renasceu Shirley, livre dos comprometimentos do passado.

A lei de Causa de Efeito:

A Lei Divina é de amor e harmonia. Quando violentamos essa lei natural trazemos impressas, no corpo espiritual, as marcas do delito. O renascimento é sempre oportunidade de harmonizar o ser divino com a Lei de Amor, que nos reconduz à condição da paz interior – a maior conquista que o ser humano pode alcançar.

Se violei esta lei, menosprezei o corpo físico. É inevitável o renascimento com condições físicas e mentais comprometidas. A anencefalia está assim inscrita, assim como o suicídio, o uso de drogas ou qualquer comportamento materialista envolvendo desregramentos em maior ou menor escala. Ninguém renasce sem trazer a bagagem de vidas pretéritas boas ou não. Mas a oportunidade de renascimento é sempre direcionada no caminho do Bem.

Convite às mães:

Portanto, mãe, o feto com comprometimento físico ou mental não é “acidental”. Filhos necessitam do útero materno para gerar, também, o amor, nutriente do espírito. O primeiro berço é o corpo da mãe. Portanto, “mãe, decida sempre pela vida!!!”

Aproveitemos esses relatos para reflexão e posicionamento firme diante do comportamento materialista da sociedade quando coloca o ser humano às portas do sofrimento e da dor.

Estamos vivendo o início da mudança do planeta para o Mundo de Regeneração. Cuidemos dele, começando pelo primeiro berço, o útero materno acolhedor. Lembremos de Maria, mãe de Jesus, que fez de uma manjedoura o berço para receber o espírito mais perfeito que conhecemos, seu filho amado, governador da Terra, este lindo planeta azul!

Feliz mês das mães!!!

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