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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2016

Sobre o autor

Ângela Delou

Ângela Delou

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Que sentimento é este que existe no coração da mulher que a transforma em mãe? Existem mães de filhos biológicos e mães que adotam, mas ser mãe é como o germinar de uma semente. Demanda um tempo para a germinação, uma preparação anterior: é o plano de Deus!

         O Espírito André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, psicografado pelo querido médium Chico Xavier, editado pela FEB, diz em suas páginas a respeito da maternidade: “é sagrado serviço espiritual em que a alma se demora séculos, na maioria das vezes aperfeiçoando qualidades do sentimento”. 

O Dia das Mães

              A americana Anna Jarvis, querendo homenagear sua mãe, a quem tanto amava, sugeriu a criação de um dia especial para que todos também pudessem homenagear suas mães, da forma mais pura e singela: oferecendo uma flor, um cravo branco, símbolo de amor e gratidão. A celebração oficial começou em 1910, quando o governador do estado da Virginia incorporou a data ao calendário. Depois outros estados aderiram.

              Em 1914, o presidente Wilson estabeleceu o segundo domingo de maio para comemoração desse dia tão especial. Logo, mais de 40 países adotaram a data. O primeiro Dia das Mães brasileiro aconteceu em 12 de maio de 1918, promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado.

Dia Nacional da Adoção no Brasil

            Criado em 1996, no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção, o dia 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção.

            Em 9 de maio de 2002, por meio da lei federal nº 10.447, foi instituído o Dia Nacional da Adoção, com o objetivo de promover mais reflexão sobre o assunto. No dia 29 de abril de 2008, o Governo Federal criou o Cadastro Nacional de Adoção; um sistema de informações alimentado pelo Conselho Nacional de Justiça e demais órgãos autorizados.

Rosana Cruz, a mãe-amor

         Em maio de 2007, entrevistei nesta coluna a amiga querida, espírita de berço e trabalhadora dedicada da Doutrina Espírita Rosana Cruz, a quem homenageamos neste mês. Recordamos breve trecho da entrevista, publicada nesta coluna em maio de 2007. E encerramos apresentando sua avaliação desta jornada terrestre, de muitos desafios e alegrias, pois já é avó. 

Feliz Dia das Mães!

 

CM- Por que adotou crianças especiais?

        Antes de reencontrar na Terra esses espíritos, durante o sono físico, tive vários encontros com os Amigos Espirituais, que me mostravam as crianças, e eu não imaginava ao acordar que estava sendo apresentada aos meus futuros filhos. Foram diversas oportunidades de preparação, das quais só fui lembrando ao rever esses espíritos já encarnados. Por exemplo, tenho uma filha com epilepsia mioclônica e autismo, que me foi apresentada três anos antes de reencontrá-la, quando no sonho o mentor me dizia: “você receberá uma filha autista”.

        Quando os reencontrei, nada me impediu de ir ao seu encontro, pois tinha certeza através da fé espírita que eram os meus queridos filhos que retornaram. Não perguntei o porquê, somente assumi o que estava claro na minha consciência e pela força do coração.

         Todos os meus seis filhos são tesouros do Pai Celestial que vieram alegrar a nossa vida e enchê-la de desafios para o Bem Maior. Cada um trouxe os seus desafios relativos à saúde física, emocional e mental (problemas cardíacos; disfunção medular na secreção de hemácias; desnutrição grave; infecção pulmonar, renal e intestinal; fenda palatina; paralisia cerebral; epilepsia mioclônica; TDAH; autismo; déficit mental); todos trouxeram grandes dificuldades no campo do espírito, enfrentando lutas enormes na presente encarnação. Diante deles, sou alguém com o anseio de servir a Jesus amando-os, lutando por eles, pela felicidade de cada um e encaminhando-os à luz do Consolador Prometido, Assim vivendo tenho consciência de estar ofertando a minha pequena gota de amor sincero ao grande oceano da Vida Universal.

CM-Rosana, querida amiga, como é ser mãe? Se pudesse voltar ao passado, o que faria diferente?                   

        Oi amiga!

        "A maternidade é uma marca que está no perispírito. Como será na sua encarnação, só Deus o sabe". Uma vez, certa amiga espiritual pronunciou essas palavras em uma reunião e jamais delas esqueci. 

        Assim, após 22 anos, passados e vencidos com muito amor, paciência, perseverança, fé e esperança, avalio o quanto a Misericórdia Divina nunca nos desamparou. Sempre houve uma porta que se abria ou um coração de boa vontade que aparecia no caminho. A esperança nunca me faltou e a certeza no amor de Jesus não fraquejou. 

       Como base deste tempo de aprendizado e experiências múltiplas encontra-se indubitavelmente a Doutrina Consoladora. Maior tesouro que meus pais poderiam me legar. Aprendi a não ver obstáculos intransponíveis, nem desafios sem solução. Às vezes, surgia o momento do desânimo, da tristeza, da decepção e da desistência. Eis que aí o farol bendito do Consolador sinalizava tempo de rever e prosseguir.

       Faria tudo novamente. Não tenho dúvidas quanto a isso.

       Recebi um texto do qual destaco significativo trecho: "...Filhos nos fazem seres humanos melhores. O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz" (Bruna Estrela).

       Não duvidem do valor da adoção jamais. Jesus adotou a Humanidade como sua família.

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