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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2017
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Uma leitura adequada pode trazer excelentes benefícios à compreensão sobre qualquer tema.

Na internet encontramos o trabalho de garimpo literário dos mais variados, que fazem o maior sucesso nas mãos habilidosas dos inúmeros internautas espíritas. Eles povoam esse universo contribuindo como facilitadores de boa vontade, visando somente atender as necessidades que temos, às vezes, de imprimir em nossos próprios estudos, conhecimentos edificantes com conteúdos ágeis e práticos de fácil assimilação.

O expositor espírita Fernando Scorza, por exemplo, é um desses internautas, que toda a manhã pública textos esclarecedores, com o objetivo de fazer luz no caminho dos que acessam a sua página eletrônica.

Como leitor das mensagens publicadas por Fernando Scorza diariamente, recorri ao amigo, utilizando o Facebook, para nos conceder a permissão de estender o belo diálogo entre os dois irmãos à coluna de Arte do jornal Correio Espírita.

Esse diálogo traz uma mensagem bastante edificante, além de valorizar a vida humana, desde sua concepção no ventre materno.

Diante de um mundo complexo, onde a sociedade caminha distanciada dos compromissos éticos e morais, nada é menos razoável do que trazer aos leitores uma mensagem artística que justifique uma ação determinante de que Deus é amor.

Tudo que sabemos sobre o criador desse diálogo é que se trata de um escritor de origem húngara. Portanto, muito provavelmente não se trata de um espírita, mas de um cristão convicto da existência de Deus.

É importante ressaltar que Fernando Scorza gentilmente nos possibilitou a reprodução na íntegra do texto, por julgar ser necessária a sua divulgação a outros setores de convergência.

A arte tem o viés de estimular a sensibilidade humana para reconstruir o caminho de conscientização, promovendo assim, um novo olhar sobre todos os saberes. A arte é responsável por despertar os valores intelectuais a partir dos conceitos normativos.

No espiritismo verificamos o cuidado que os seus autores têm acerca de cada tema tratado, contudo, o presente diálogo consegue demonstrar a mesma leveza na condução lógica, a ponto de prender a nossa atenção e surpreender as nossas expectativas.

Sendo assim, nada mais tenho a acrescentar, a não ser desejar uma ótima leitura e tirar suas próprias conclusões.

Espero que aproveitem bem o conteúdo e se gostarem e puderem, dividam com outras pessoas, sobretudo, com aquelas que se afinam com o espiritismo e as que ainda duvidam da existência divina.

O diálogo ocorre entre os dois bebês no ventre da mãe. Um pergunta ao outro:

- Você acredita em vida após o parto?

- É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.

- Bobagem. Que tipo de vida seria esta?

- Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez, nós poderemos andar com as nossas pernas e comer com nossas bocas. Talvez, teremos outros sentidos que não podemos entender agora.

- Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.

- Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.

- Bobagem, além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?

- Bem, eu não sei, mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.

- Você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?

- Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.

- Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.

- Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa.

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