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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2016
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No livro Chico Xavier Mandato de Amor, Geraldo Lemos Neto nos apresenta interessante relato sobre Teresa de Ávila, que viveu entre os anos de 1515 e 1582 na Espanha, época do ¨século do ouro¨, quando a Península Ibérica, sob o reinado de Carlos V e Felipe II, elevava-se a potência mundial.

Esse período é conhecido pelas temidas conquistas espanholas nas Américas, onde se registra os maiores gestos de terror, as sucessivas disputas e opressões, os morticínios e domínios, os horrores do tribunal da Inquisição e a posição definitiva contra os movimentos da Reforma.

Teresa de Ávila viveu esse tempo tumultuado e triste, vivenciando intensamente o descontrole dos valores humanos, porém, sempre convicta dos seus ideais religiosos e da sua fé inabalável.

Nascida em família abastada, ao completar 21 anos de idade, entrou para o Convento Carmelita da Encarnação, em Ávila, passando-se chamar por conta própria de Teresa de Jesus, assumindo uma atitude combativa em favor dos semelhantes.

Sua tarefa missionária pelo território espanhol foi ganhando aos poucos a devida importância, tornando-se fiel aos propósitos libertadores e amorosos tão mencionados por Jesus. Aos poucos foi angariando a simpatia de inúmeros adeptos ao seu ministério de lutas fervorosas, e graças ao seu estilo inegável de fraternidade, benevolência, coragem, fé e confiança, continua fiel a Jesus no trabalho missionário como espírito convicto ao serviço do bem.

Ela se revelou também uma grande poetisa, deixando inúmeras poesias de amor a Deus, visando encorajar a humanidade diante dos instantes mais difíceis da vida.

Chico Xavier, através da sua mediunidade, vem nos contar essa passagem excelente, cheia de espiritualidade e esperança, quando por ocasião do perigo eminente Jesus vem ao encontro de Teresa de Ávila, salvando-a da morte.

Geraldo Lemos Neto escreve em seu artigo, que certa vez, buscando colaboração de um senhor de terras muito rico, que lhe havia prometido auxílio, Teresa de Ávila, seguindo a pé pelos caminhos do campo, viu que uma tempestade se anunciava. Nuvens carregadas se aproximavam ameaçadoras.

Apressou o passo, então, lembrando-se que, para chegar à fazenda em questão, deveria atravessar o caudaloso rio.

Infelizmente, porém, a chuva desabou impiedosa. Teresa não se intimidou e, atingindo a margem do rio, procurou passar pelo vau, a fim de cumprir a travessia com segurança, pela parte mais rasa. A força de sua extrema confiança em Jesus, Nosso Senhor, não lhe faltou. Extremamente concentrada, rogou auxílio de Mais Alto.

Na luta desesperadora para vencer as águas e sobreviver, vislumbrou a presença excelsa de Jesus.

O Mestre Divino ofereceu-lhe o apoio de seus braços fortes, agarrando-a pela mão.

Teresa salvou-se. Profundamente agradecida pelo amparo celeste exclamou:

- Ah, Senhor! Graças à sua misericórdia, estou viva! Estou a salvo do perigo! Com o seu auxílio bondoso, venci a travessia do vau!

E Jesus, compassivo, retrucou-lhe:

- ¨Você está vendo, Teresa? É assim, em meio aos perigos da estrada, que eu trato os meus discípulos e os meus amigos queridos!¨

Teresa de Ávila ouviu atentamente o Senhor. Logo após meditar um pouco, redarguiu ao Mestre, em tom curioso, revelando um lúcido senso de humor:

- Oh, senhor, compreendo! É por isso que os tendes em tão poucos!

A revelação nos faz refletir sobre a responsabilidade que temos diante de nossas tarefas, bem como o Mestre Jesus, nunca abandona os seus tutelados no cumprimento dos deveres de fraternidade.

Chico Xavier, como excelente contador de estórias, nos mostra entre linhas como podemos servir mais, enquanto estamos mergulhados nos afazeres da reencarnação, ou seja, enquanto estamos a caminho do aperfeiçoamento espiritual.

Diante das nossas lutas é dever considerar as sábias palavras de Teresa de Ávila, diante do perigo quando diz:

- Nada te turbe. Nada te espante. Tudo passa! Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta.

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