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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2016

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Antigas civilizações faziam referências à glândula pineal como órgão representativo do espiritual. Os filósofos de Alexandria, adotando idêntica assertiva, repetiam que “a alma era o hóspede misterioso da glândula pineal.” Ela fica situada na base cerebral, no mesencéfalo, entre as duas metades do tálamo, bem acima do cerebelo.

Os estudos sobre  essa glândula tiveram uma posição mais exata da verdade no decorrer do século XX com pesquisas do professor Thiebault, que nos ofereceu expressiva conceituação científica, anotada em seu livro La Gland Pineale.

Nessa época, era voz corrente na Biologia, que essa glândula apenas realizava o controle sexual do período infantil, seguindo-se lento apagamento pela vida do ser, pelos depósitos calcários, evidentes ao raios X da zona cerebral.

       André Luiz (Espírito) no ano de 1940, no livro Missionários da Luz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, revela-nos interessantes informações propiciadoras de novos conhecimentos, como que semeando o terreno da Psicologia Transpessoal. Diz-nos este autor espiritual que a pineal é a veladora dos instintos, equilibrando o setor emotivo sempre fustigado pelas nossas cargas pretéritas.

Com os novos conhecimentos adquiridos pela ciência, a pineal representa um autêntico relógio-biológico, a equilibrar e ajustar os ciclos da vida, onde salientamos o ciclo circadiano, entre muitos outros. Na orientação de certas aves de grande voo, elas encontram seus ajustes de rotas e altitudes, a expensas da glândula pineal que deve ter conotações com as irradiações eletromagnéticas da Terra. A sua atuação nos fenômenos miméticos de certos animais é incontestável, ajustando-se de acordo com as cargas luminosas.

       Mais recentemente, o professor Sérgio Felipe Oliveira realizou um lógico complemento científico, revelando interessantes observações e explicações mais precisas dos mecanismos mediúnicos, envolvendo esta importante  glândula. Sintetizando seus conceitos, informa-nos que, quando um espírito se aproxima do médium, por sintonias (sensibilidade mediúnica), as ondas de energias de teor magnético, em faixas específica, serão capturadas pela glândula pineal. Isto quer dizer que a referida glândula funciona como sensor, fazendo a ligação desse dualismo dimensional, espírito-matéria.

       Nessa entrosagem dimensional, a onda perispiritual do agente externo sofrerá a conversão para o campo físico, a expensas das células pineais, os conhecidos pinealócitos. Estas células possuem “cristais de apatita” mais densos  na sua zona central, ao lado da existência de cálcio em suas estruturações, dando uma configuração apropriada de concêntricas camadas semelhantes a uma cebola. A maior quantidade desses cristais estaria relacionada à maturidade do ser, principalmente naqueles que possuem sensibilidade e exercício mediúnico.

Sendo esses cristais de apatita diamagnéticos, isto é, sem condições de absorverem a onda magnética direcionada pelo agente externo emissor, haveria uma espécie de densificação no campo celular. No dizer feliz do professor Sérgio Felipe: “É como se fosse uma sala de espelhos, em mútuas reflexões, formando uma caixa de ressonância, retendo a carga energética”.  Com a intensificação das impulsões, haveria transformações do conteúdo emissor em impulsões químicas. É como se houvesse um campo transdutor das energias emitidas pelas refrações nos cristais aí existentes, propiciando mutação dimensional; isto é, adaptação da dimensão perispiritual emitida para a dimensão física.

       Por certo no futuro teremos desvendados muitos desses segredos ainda tão obscuros na ciência dos nossos dias. Acreditamos que os estudos modernos, realizados pela física quântica ao lado biologia molecular, possam esclarecer muitos dos desconhecidos mecanismos que se passam no psiquismo humano.

 

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